Elementor #43374

Ilustração editorial satírica representando figuras do Judiciário e da política brasileira em um cenário que remete ao Supremo Tribunal Federal (STF). No centro, o ministro André Mendonça aparece vestindo toga sobre trajes clericais, segurando uma pasta da Polícia Federal e empunhando um carimbo gigante com a inscrição "DECISÃO MONOCRÁTICA", prestes a carimbar a cabeça do diretor-geral da Polícia Federal Andrey Rodrigues. Ao fundo, no painel da "SEGUNDA TURMA", estão os ministros Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes, que segura uma bandeira vermelha escrito "VISTA". Na lateral direita, Alexandre de Moraes manipula fios e documentos de "RELATÓRIO DE INTELIGÊNCIA PÚBLICO", enquanto à frente o ministro Edson Fachin segura a balança da justiça em um cenário marcado pelas palavras "CRISE ELEITORAL" e "IMPASSE". Ao redor, há cartazes de protesto, um barco naufragando batizado de "CONSTITUIÇÃO" e referências ao cenário político.

O timing que não é coincidência

Então Tá, voltamos… A política brasileira já nos ensinou que sempre pode piorar. Quando a gente acha que chegou ao limite, alguém aparece com uma caneta, uma toga e uma decisão monocrática para provar que o fundo do poço ainda não chegou no pré-sal da crise… A bola da vez está no Supremo Tribunal Federal.

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Uma fotografia de estilo editorial e cinematográfico captura um entregador de aplicativo solitário e com aparência exausta parado no trânsito pesado de uma grande cidade brasileira (sugerindo a Avenida Paulista em São Paulo, com o prédio da FIESP visível ao fundo) em uma noite chuvosa. O entregador, um homem negro de meia-idade vestindo uma jaqueta de chuva verde-escura da marca "iFood" e um capacete azul, está sentado em sua motocicleta Honda CG vermelha no meio de várias faixas de tráfego movimentadas. Ele está olhando para baixo para o smartphone em sua mão esquerda, provavelmente verificando um pedido, com outra mão segurando o celular montado no guidão. Ele carrega uma grande mochila de entrega azul em suas costas. A cena ao redor é caótica e úmida, com carros e ônibus borrados por movimento e refletindo luzes de neon e faróis no asfalto molhado. Ao fundo, grandes outdoors digitais iluminados exibem mensagens em português: "O FUTURO DO TRABALHO?" "PJ OU CLT?" "LIBERDADE PARA TRABALHAR?" "ESTAMOS VOLTANDO?" "ESTAMOS VOLTANDO?" (Are we coming back?)

A volta do passado em nome do futuro

Então Tá, voltamos… E parece que alguém resolveu declarar guerra contra o sábado. Ou contra o domingo. Ou contra qualquer dia que termine com “feira” e que, para milhões de brasileiros, significa simplesmente mais um dia de trabalho. O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, participou de um evento com empresários e resolveu soltar

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A viga no olho do Tio Sam

Há uma velha piada de salão que diz que o cinismo é a única homenagem que a hipocrisia presta à virtude. Se for verdade, Washington acaba de erguer uma catedral de homenagens ao bom mocismo global. Então tá! A nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil chega embalada em um embrulho perfumado de

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O Congresso inventou o parlamentar fantasma

Durante anos, ouvimos o velho discurso de que o problema do Brasil era “o tamanho do Estado”. Enquanto isso, alguém inventava um Estado paralelo dentro do próprio Congresso. Agora descobrimos uma figura inédita na zoologia política brasileira: o deputado sem mandato. O sujeito perde a eleição. É cassado. Fica dez anos longe das urnas. Mas

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A pátria de chuteiras multicoloridas e alma vazia

Dizia Nelson Rodrigues que a Seleção Brasileira era a pátria de chuteiras. Se o bom Nelson acordasse hoje, ele reescreveria a máxima: somos a pátria das chuteiras personalizadas, dos cortes de cabelo milimetricamente desenhados no gel e das coreografias ensaiadas para o TikTok. A alma, essa ficou em algum free-shop da Europa. O vexame contra

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