Febre maculosa em Campinas tem letalidade de quase 50%

Foto: Reprodução/TV

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✏️ Resumo rápido:

CAMPINAS – A confirmação da morte de um idoso de 74 anos acendeu o sinal de alerta máximo para a saúde pública na Região Metropolitana de Campinas. Este é o primeiro óbito por febre maculosa registrado no município em 2026, ampliando o histórico de alta letalidade da doença na região. Desde 2007, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou 167 casos da infecção, dos quais 83 evoluíram para a morte do paciente. O índice revela que 49,7% das pessoas infectadas na cidade não resistiram às complicações, uma taxa considerada alarmante e que reforça o caráter endêmico da região para o vetor.

O cenário epidemiológico recente é ainda mais preocupante, no ano de 2025, o painel de monitoramento da prefeitura registrou seis casos confirmados de febre maculosa no município, e todos os seis pacientes morreram, resultando em 100% de letalidade naquele período.

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Áreas de risco mapeadas

O idoso era morador do distrito do Campo Grande e começou a manifestar os primeiros sintomas clínicos no dia 15 de abril. Ele buscou atendimento na rede hospitalar pública da cidade, mas devido à evolução rápida e agressiva da bactéria, o paciente faleceu em 21 de abril. A equipe de vigilância ambiental da prefeitura realizou uma investigação no entorno e concluiu que a infecção provavelmente ocorreu na própria região de residência. O idoso realizava serviços constantes de jardinagem e manutenção em locais próximos a áreas verdes densas e cursos d’água, ambientes que concentram os hospedeiros do vetor.

Junho a novembro: o período crítico do carrapato-estrela

A Secretaria de Saúde emitiu um aviso reforçando que o período de maior risco de transmissão da febre maculosa no interior paulista começa em junho e se estende até o mês de novembro. Essa sazonalidade coincide com a proliferação das formas jovens do carrapato-estrela (micuins e ninfas), pertencentes ao gênero Amblyomma. De acordo com os biólogos da prefeitura, os carrapatos nessas fases iniciais de desenvolvimento são significativamente menos seletivos na escolha de seus hospedeiros. Essa característica biológica eleva drasticamente a probabilidade de fixação e infestação em seres humanos que frequentam áreas de mata.

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Sintomas da infecção

A febre maculosa brasileira apresenta um período de incubação que varia de 2 a 14 dias entre a picada e o surgimento dos sinais. Os sintomas iniciais assemelham-se aos de outras viroses, incluindo febre alta súbita, dor de cabeça intensa, dores musculares constantes, náuseas, vômitos e dores abdominais acompanhadas de diarreia. Conforme a bactéria avança pelos vasos sanguíneos, surgem manchas vermelhas e inchaço nas palmas das mãos e solas dos pés. Em estágios críticos e sem o tratamento antibiótico imediato, a doença evolui para gangrena nos dedos e orelhas, além de uma paralisia muscular ascendente que atinge os pulmões, culminando em parada respiratória.

Prevenção e cuidados no campo

Para evitar o contato com o carrapato-estrela, que habita gramados, folhagens secas e margens de rios habitadas por capivaras e cavalos, as autoridades de saúde recomendam evitar sentar ou deitar diretamente na grama em áreas de sombra. Ao visitar parques ou realizar atividades de campo, o cidadão deve optar por roupas claras para facilitar a visualização do inseto, além de aplicar repelentes específicos para carrapatos nas calças e sapatos. Caso encontre um carrapato fixado à pele, a orientação é retirá-lo com uma pinça, por meio de uma leve torção, sem esmagar o corpo do vetor, lavando a região com água e sabão em seguida.


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