Para Gilmar Mendes crise do Master é do mercado e não do STF

Foto: Marcelo Camargo/ABr

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✏️ Resumo rápido:

Em entrevista, o ministro defendeu o tribunal, explicou as relações com o empresário Daniel Vorcaro e comentou sobre a falta de apoio do governo Lula no Congresso.

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de 70 anos, afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master foi associado de forma errada ao Supremo. Para ele, a crise é geral (“sistêmica”) e a responsabilidade principal de fiscalização deveria cair sobre órgãos como o Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O ministro explicou que o tribunal acabou envolvido no assunto após a divulgação de ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o empresário Daniel Vorcaro. Em entrevista, Gilmar Mendes disse que não quer tirar a culpa de quem tem responsabilidade, mas insistiu que o problema não começou na corte. Segundo ele, as relações dos ministros com o empresário já estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.

Entenda abaixo os principais pontos explicados pelo ministro sobre o tribunal, o governo e os bastidores da Justiça:

Crise está no mercado financeiro e não em Brasília

Sobre a queda na confiança do STF apontada por pesquisas recentes, Gilmar Mendes afirmou que o desgaste acontece porque jogam problemas de fora para cima do tribunal. Ele usou uma frase marcante para definir o caso: “A crise do Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima”, referindo-se ao centro do mercado financeiro no país.

Perguntado sobre o conflito de interesses de juízes que têm parentes advogados ou amizade com empresários, o ministro lembrou que as leis do Código de Processo Civil já proíbem a atuação nesses casos. Ele reforçou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o próprio Judiciário devem fiscalizar os abusos, mas admitiu que “amizades íntimas” exigem cuidado. Ele também criticou o uso de prisões apenas para forçar delações premiadas.

Discussão sobre Código de Ética e o “Gilmarpalooza”

Outro assunto que gerou debates foi o Fórum de Lisboa, evento acadêmico que o ministro organiza todo ano em Portugal e que ganhou o apelido de “Gilmarpalooza“.

  • O evento continua: O encontro está confirmado para os dias 27 a 29 de junho de 2026, na Universidade de Lisboa, com mais de 470 palestrantes.
  • Presença de investigados: O ministro rejeitou qualquer culpa sobre a presença de pessoas investigadas em atividades fora do fórum, dizendo que a organização não tem controle sobre eventos paralelos.

Ele também chamou de “ingênua” a proposta de criar um código de ética para os ministros baseado no modelo alemão. Gilmar Mendes defendeu que regras de outros países não funcionam perfeitamente no Brasil e que o STF não deve ceder a pressões políticas no momento. Ele negou que o tribunal esteja dividido, mas reconheceu que a discussão sobre o código de ética criou desentendimentos internos com o atual presidente da corte, ministro Edson Fachin.

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Falha política do Governo Lula no Congresso

Ao analisar a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, Gilmar Mendes avaliou que o resultado foi uma disputa puramente política. Para ele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva falhou na hora de negociar com o Congresso Nacional. O ministro destacou que o atual governo trabalha em minoria e, por isso, não conseguiu construir o apoio necessário para aprovar seus temas de interesse.

Por fim, o ministro defendeu que o “Inquérito das Fake News” continue funcionando por causa do clima de radicalização no país. Ele garantiu que qualquer resposta a ataques contra o tribunal seguirá rigidamente as leis e o devido processo legal.

E você? O que achou das explicações do ministro sobre as investigações do Banco Master e a segurança das nossas leis? Deixe seu comentário aqui embaixo e compartilhe esta matéria com seus amigos e familiares no WhatsApp!

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