ITATIBA – O dono de uma indústria de plástico foi preso em flagrante por furto de energia elétrica (o famoso “gato“) em Itatiba, na quarta-feira (20). A operação foi feita pela distribuidora CPFL Paulista com o apoio da Polícia Civil. A fiscalização começou depois que os próprios moradores da região fizeram várias reclamações sobre quedas constantes de luz nas suas casas.
Veja abaixo como o crime afetava os moradores e os riscos dessa prática na nossa região:
Quedas de energia e prejuízo no bolso de todos
De acordo com os técnicos da CPFL, a fábrica operava com uma ligação clandestina em uma rede trifásica. Essa fraude puxava tanta força que causava uma sobrecarga na rede elétrica local, provocando os apagões em toda a vizinhança.
Além de deixar os moradores no escuro e estragar aparelhos, o furto de energia pesa no bolso de quem paga a conta em dia. Isso acontece porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) inclui o prejuízo causado por esses roubos no cálculo das tarifas, o que acaba deixando a conta de luz de todo mundo mais cara. O furto também gera sérios riscos de acidentes graves e choques elétricos.
Leia também: Reclamações sobre o álbum da Copa do Mundo sobem mais de 200%; saiba como evitar golpes
Prisão e punições para o empresário
Com a descoberta do “gato”, o dono do imóvel foi preso em flagrante pela Polícia Civil e a perícia técnica foi chamada para avaliar o local. O furto de energia é crime, com pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. O empresário também terá que pagar de forma retroativa toda a energia que consumiu na indústria e não pagou.
Para tentar conter o problema, a CPFL informou que investiu R$ 90,2 milhões em 2025 em tecnologias de segurança, como caixas que não podem ser violadas, medidores no alto dos postes e monitoramento à distância em indústrias.
Outro caso na região: mineração de bitcoin em Jundiaí
Esse tipo de crime tem chamado a atenção na região. Na terça-feira (19), uma operação da polícia com a CPFL Piratininga descobriu estruturas de furto de energia usadas por mineradoras de bitcoin em Jundiaí (no Distrito Industrial) e também em Louveira (no bairro Terra Nobre). Nesses locais, os computadores de alta potência funcionavam sem nenhum medidor de energia, gerando um consumo altíssimo e ilegal.
Como denunciar de forma anônima
Se você desconfia de alguma ligação irregular na sua rua ou no seu bairro, pode ajudar a proteger a sua comunidade. As denúncias são totalmente anônimas (ninguém vai saber quem denunciou) e podem ser feitas pelo aplicativo “CPFL Energia” ou direto no site da companhia.
E você, morador? Tem sofrido com quedas de energia constantes no seu bairro? Sabia que os “gatos” de luz ajudam a encarecer a sua própria conta no fim do mês?
Deixe seu comentário aqui embaixo e compartilhe este alerta com seus amigos e familiares no WhatsApp!
Nos siga no Facebook – Entre para nosso grupo da RMJ – Instagram
![]()