Empresa terá de pagar R$ 60 mil por danos morais e estéticos e anuncia que recorrerá da decisão.
VINHEDO – O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do parque Hopi Hari a pagar R$ 60 mil em indenizações por causa de um acidente em novembro de 2023. A vítima, uma estudante de 15 anos moradora de Mauá, sofreu uma queda ao ser perseguida por um ator caracterizado durante a atração Hora do Horror e precisou passar por uma cirurgia para a retirada total do rim direito.
A decisão colegiada da 31ª Câmara de Direito Privado foi confirmada após os desembargadores rejeitarem os embargos de declaração apresentados pelo estabelecimento. O relator do processo destacou que a atitude de fugir ou perder o controle momentâneo ao tomar um susto em local escuro é uma reação humana previsível, que faz parte da própria dinâmica do serviço oferecido, cabendo ao prestador assumir os riscos do empreendimento.
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O valor fixado pela Justiça contempla R$ 50 mil por danos morais, devido à perda do órgão e às limitações físicas impostas à jovem, e R$ 10 mil por danos estéticos, decorrentes de uma cicatriz de 17 centímetros no abdômen. A defesa da estudante informou que ela tem 18 anos atualmente e segue em acompanhamento médico. Já o Hopi Hari declarou que vai recorrer, sustentando que a perícia judicial não apontou responsabilidade do parque e que a jovem descumpriu as regras ao correr no local.
Outras decisões judiciais e posicionamento do parque
Além desse processo, levantamentos em consultas públicas do Judiciário indicam que o parque somou quatro condenações em primeira instância, com sentenças proferidas entre junho de 2025 e junho de 2026, relativas a lesões ocorridas na montanha-russa de madeira Montezum. Essas ações abrangem episódios entre 2023 e 2024 com fraturas de clavícula, danos em costelas, contusão pulmonar e pneumotórax, cujas indenizações somadas atingem R$ 35 mil por danos morais e R$ 1.544,71 por danos materiais.
As ocorrências vieram a público após a divulgação do caso de outra frequentadora que teve traumatismo cranioencefálico em abril após andar na mesma montanha-russa, situação que é investigada pelo Ministério Público. Em nota, o Hopi Hari afirmou que os episódios são pontuais e isolados, ressaltando que a Montezum atende a normas nacionais, possui certificação internacional da TÜV Nord com inspeções periódicas e conta com avisos de segurança visuais e sonoros para os visitantes.
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Frase-chave: TJ-SP mantém condenação do Hopi Hari por acidente com adolescente
Meta descrição: TJ-SP confirma indenização de R$ 60 mil a jovem que perdeu rim em atração do Hopi Hari. Parque afirma que vai recorrer.
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