Superbactéria em Campinas já são nove casos no Mário Gatti

PUBLICIDADE

Foto: Anna Shvets/Pexels

Continua depois da publicidade

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Resumo da Notícia
Clique para ler o resumo da notícia
O Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas, confirmou mais dois pacientes infectados pela superbactéria KPC, elevando o total para nove casos. A UTI adulto segue fechada para novas internações desde o dia 10 de março como medida de segurança, enquanto os pacientes graves são redirecionados para outras unidades da rede de saúde.

CAMPINAS – A Rede Mário Gatti confirmou, na tarde da segunda-feira (16), que mais dois pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto testaram positivo para a bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase, popularmente conhecida como superbactéria KPC. Com essa atualização, o surto na unidade atinge nove pessoas infectadas. Até o momento, não foram registradas mortes decorrentes desta contaminação específica.

O que é a KPC e por que ela é considerada uma superbactéria?

A KPC pertence a um grupo de microrganismos que desenvolveram resistência extrema aos antibióticos modernos. Ela produz uma enzima capaz de neutralizar a ação dos principais medicamentos utilizados em ambientes hospitalares. Segundo especialistas, como o infectologista Plínio Trabasso, da Unicamp, o surgimento dessas bactérias é uma resposta evolutiva ao uso contínuo de antibióticos potentes, tornando o tratamento de infecções como pneumonia, sepse e infecções urinárias muito mais complexo.

Leia também: Justiça decreta prisão de tenente-coronel por feminicídio em São Paulo

Medidas de contenção

Os novos casos referem-se a pacientes que já estavam na UTI há mais de sete dias, ou seja, antes da implementação das barreiras sanitárias. Desde a última terça-feira (10), a UTI Adulto do Mário Gatti está operando em regime de bloqueio. A unidade não recebe novos pacientes para evitar a propagação, assim como o encaminhamento dos casos urgentes, que necessitam de cuidados intensivos, para o Hospital Ouro Verde ou via Central de Regulação de Vagas (Cross).

Támbém foi criada uma área isolada dentro do hospital para pacientes que não apresentam a bactéria.

Nos siga no FacebookEntre para nosso grupo da RMJ

Transmissão e Prevenção

A transmissão da KPC ocorre principalmente em ambientes hospitalares através da chamada “transmissão cruzada”, quando há falhas na higienização de mãos ou equipamentos (como ventiladores mecânicos e cateteres). Embora o risco para a população saudável fora do hospital seja baixo, a prevenção básica é essencial:

  1. Higiene das mãos: Lavar com água e sabão ou usar álcool em gel após contato com superfícies públicas ou pacientes.
  2. Protocolos Médicos: Profissionais de saúde devem seguir rigorosamente o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
  3. Imunidade: A bactéria ataca preferencialmente pessoas com o sistema imunológico debilitado.

Assine nossa newsletter

[ads id="1"]

Últimas

PUBLICIDADE

Rolar para cima