Redução na taxa de fecundidade e aumento da longevidade impulsionam transição demográfica no Estado de São Paulo.
SÃO PAULO – Estudos de projeção populacional elaborados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) indicam que o Estado de São Paulo vive um processo de transição demográfica em estágio avançado e irreversível. Segundo o levantamento, a taxa anual de crescimento da população paulista, estimada em 0,26% ao ano entre 2022 e 2030, desacelerará para 0,04% ao ano na década seguinte, atingindo saldo negativo de 0,19% ao ano no período de 2040 a 2050.
As estimativas apontam que o estado alcançará o teto populacional no ano de 2037, contabilizando 46,3 milhões de moradores. A partir desse marco, o contingente populacional entrará em trajetória de declínio contínuo, recuando para 45,5 milhões de habitantes em 2050 — patamar semelhante ao volume registrado entre os anos de 2023 e 2024.
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Fatores de fecundidade, longevidade e saldo migratório
A transformação no perfil demográfico é impulsionada pela diminuição nos índices de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida. Dados do órgão mostram que a taxa de fecundidade no estado caiu de 3,4 filhos por mulher em 1980 para 1,5 em 2023, com estimativa de atingir 1,46 em 2050, mantendo-se abaixo do nível necessário para a reposição populacional. Em contrapartida, a esperança de vida ao nascer passou de 71,4 anos em 2000 para 77,2 anos em 2023, devendo alcançar 82,8 anos ao final da metade do século.
O levantamento também destaca a perda de influência das correntes migratórias no crescimento populacional paulista. Histórico polo de atração nacional, o Estado de São Paulo passou a registrar saldo migratório anual negativo a partir de 2010. A projeção da Fundação Seade sinaliza a manutenção dessa tendência de redução gradual até a obtenção de índices residuais nas taxas líquidas de migração em 2050.
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