Salários: Louveira tem a maior média da RMJ

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Foto: Eduardo Soares

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Um levantamento sobre o mercado de trabalho formal na Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) revela uma nítida hierarquia econômica entre os municípios, com Louveira se destacando como um verdadeiro oásis de altos rendimentos. Com um salário médio mensal de 5,0 salários mínimos, a cidade lidera o ranking regional, impulsionada por seu poderoso setor de logística e indústria farmacêutica.

Os dados, baseados nas estatísticas de 2022 do IBGE, mostram que, enquanto Jundiaí se consolida como a grande locomotiva na geração de vagas, outras cidades apresentam perfis distintos, que vão de polos industriais dinâmicos a áreas com forte característica residencial.

Louveira e Jundiaí: Os dois gigantes da economia

No topo do ranking, Louveira impressiona não apenas pelo salário. A cidade possui uma taxa de ocupação formal de 69,5% de sua população total, um índice extraordinário que indica sua capacidade de atrair mão de obra de toda a região. Este fenômeno é explicado pela presença de gigantes da logística e de empresas de alto valor agregado.

Logo atrás, Jundiaí firma sua posição como o principal motor econômico. Com o segundo maior salário médio, de 4,4 salários mínimos, seu grande diferencial é o volume: a cidade é responsável por 196.347 empregos formais, um número que supera a soma de todos os outros sete municípios analisados. Seu parque industrial diversificado e um robusto setor de serviços sustentam essa força.

O forte núcleo industrial de Itupeva, Cabreúva e Itatiba

Formando um sólido grupo intermediário, Itupeva (3,7 s.m.) e Cabreúva (3,4 s.m.) se destacam como polos industriais em plena expansão. Itupeva se beneficia de setores como cosméticos e plásticos, enquanto Cabreúva tem uma base forte na metalurgia e indústria de bebidas. Itatiba (3,1 s.m.), com sua tradicional indústria moveleira e metal-mecânica, completa este trio de economias dinâmicas e industrializadas.

A base do ranking

Na outra ponta da tabela, Jarinu (2,8 s.m.), que ainda mantém uma tradição agrícola, vem crescendo na abertura de emprensas, principalmente de tecnologia. Já Várzea Paulista (2,7 s.m.) e Campo Limpo Paulista (2,6 s.m.) apresentam os menores salários médios e taxas de ocupação locais. Os dados sugerem um perfil econômico de “cidades-dormitório”, onde uma parcela significativa dos moradores se desloca diariamente para trabalhar nos grandes polos vizinhos, como Jundiaí e a Grande São Paulo, em busca de melhores oportunidades e remuneração.

Este cenário evidencia a complexa dinâmica econômica regional, onde a proximidade geográfica não se traduz necessariamente em igualdade de oportunidades de trabalho e renda.

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