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RMJ – O avanço das doenças sazonais tem movimentado as unidades de saúde da região neste encerramento de março. Os municípios da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) já contabilizam 6.370 casos de síndromes respiratórias, com o Hospital São Vicente, em Jundiaí, liderando o volume de atendimentos (6.339). Embora o número seja expressivo, especialistas descartam, por ora, um cenário de epidemia, classificando a alta como esperada para o período.
Quando a “gripe” se torna uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?
Muitas pessoas confundem o resfriado comum com a SRAG. Segundo o pneumologista Daniel Antunes, a síndrome se configura quando, além dos sintomas clássicos (tosse, coriza e dor de garganta), o paciente apresenta febre e, principalmente, falta de ar. Este último é o “ponto de virada”: se houver dificuldade para respirar ou queda na saturação, a busca por um pronto-socorro deve ser imediata.
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Morte de jovem por Influenza A
A gravidade do vírus Influenza foi confirmada na segunda-feira (30) com a divulgação do laudo da morte de Laura Gargaro, de 20 anos. A estudante de Direito faleceu no dia 13 de março em Sorocaba. O caso choca pela idade da vítima e serve de alerta para a rapidez com que o vírus pode evoluir. Até o momento, Sorocaba registra 14 casos confirmados de Influenza A e duas mortes em 2026.
Prevenção e campanha de vacinação
A principal ferramenta de combate à Influenza é a vacina trivalente, que protege contra as três cepas principais do vírus em circulação. A campanha nacional começou oficialmente no último dia 28 de março.
Quem deve se vacinar com prioridade
A vacina é recomendada, prioritariamente para Idosos, crianças e gestantes/puérperas. Também são eleitos para a vacinação os professores, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades (câncer, problemas renais ou cardíacos), caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo.
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Cuidados no dia a dia
Para pais de crianças com histórico de fragilidade respiratória, como bronquiolite, o cuidado deve ser redobrado. Além da vacinação, a higienização das mãos, o uso de álcool em gel e a lavagem nasal diária são medidas eficazes para reduzir a carga viral. O isolamento e o uso de máscaras são recomendados apenas para quem já apresenta sintomas, visando proteger as pessoas ao redor.
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