Em menos de uma semana, a região registrou quatro graves incidentes domésticos e violentos, três deles em Várzea Paulista, envolvendo agressores, vítimas e intervenção policial.
Homem morre após tentar matar a esposa a facadas
Em Várzea Paulista, na madrugada desta terça-feira (15), um morador de 38 anos tentou esfaquear a própria esposa, de 35, durante discussão em casa. A agressão resultou em ferimentos graves na mulher. Ao perceber a gravidade do crime, o agressor entrou em desespero e atacou-se com a mesma faca. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital, conforme registrado pela Polícia Civil. A esposa foi levada em estado grave para atendimento médico.
Perseguição após fim de relacionamento
Na segunda-feira (14), em Itatiba, outra mulher denunciou ter sido perseguida pelo ex-marido, que apareceu em sua residência sem convite. Ela afirmou que se separou porque ele começou um novo relacionamento. A vítima relatou medo e insegurança. A Polícia Militar foi acionada, o homem foi localizado e levado à delegacia, onde foi registrado boletim por perseguição e ameaça.
Vizinhos também são alvo de agressão
Ainda na segunda-feira, em Várzea Paulista, um homem foi preso após esfaquear o vizinho, com quem discutia por barulho. O homem esfaqueado sofreu ferimentos na mão e foi atendido em unidade de saúde. O agressor foi detido em flagrante e está à disposição da Justiça.
Colapso emocional resulta em destruição de apartamento
Em Itatiba, um homem, que teve colapso emocional, destruiu o próprio apartamento e enviou mensagens ameaçadoras via WhatsApp à esposa. Ele quebrou móveis, janelas e até o chuveiro. Ao chegar ao local, a Polícia Militar precisou conter o homem, que foi encaminhado à unidade de saúde e, posteriormente, apresentado à delegacia por ameaça e depredação.
Padrões alarmantes
Esses incidentes mostram padrão crescente de violência doméstica e psicológica, com perseguição, tentativa de homicídio e danos emocionais. As vítimas têm denunciado o clima de medo.
O que fazer
Ao receber, ou presenciar ameaças ou violência doméstica, procure a polícia, e busque medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Denuncie casos de perseguição e ameaça à Polícia Militar ou via disque 190.
Esteja atento a sinais como: isolamento da vítima, mensagens agressivas, destruição de patrimônio ou comportamentos obsessivos.