CAMPO LIMPO PAULISTA – O que inicialmente parecia ser um grave acidente de trânsito na Rodovia Edgard Máximo Zambotto (SP-354) revelou-se, após as primeiras apurações policiais, uma trágica tentativa de latrocínio. O policial civil aposentado David de Oliveira Cruz, de 66 anos, morreu no domingo (26), após ser baleado por criminosos e colidir frontalmente contra um caminhão.
A dinâmica do crime
O crime ocorreu no km 53+600, na altura da Vila Firenze. David conduzia uma motocicleta Suzuki V-Strom 650 branca quando foi abordado por quatro criminosos que trafegavam em outras duas motos. Segundo relatos de testemunhas, foram ouvidos dois disparos de arma de fogo.
Ao ser atingido, o policial perdeu o controle do veículo, invadiu a pista contrária e bateu de frente com um caminhão Mercedes-Benz que seguia no sentido oposto. O motorista do caminhão relatou às autoridades que tentou desviar, mas o movimento descontrolado da motocicleta tornou o impacto inevitável.
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Investigação e Perícia
Os criminosos fugiram imediatamente após os disparos em direção ao município de Cajamar, sem levar a motocicleta da vítima. Policiais Militares Rodoviários, acionados via COPOM, encontraram o corpo de David já sem vida. Exames preliminares da perícia técnica identificaram duas perfurações no corpo do aposentado, possivelmente causadas pelos tiros, embora o laudo conclusivo do IML ainda seja aguardado.
A cena do crime passou por perícia detalhada conduzida pelo perito Lucas e pelo investigador Boraldo. A área foi isolada para garantir a preservação de vestígios que possam ajudar na identificação dos autores.
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Força-tarefa para captura
O caso agora é alvo de uma força-tarefa que envolve a Delegacia de Polícia de Campo Limpo Paulista e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí. Os investigadores buscam imagens de câmeras de monitoramento ao longo da rodovia e no acesso a Cajamar para identificar as motocicletas utilizadas pela quadrilha.
As autoridades pedem que qualquer informação que ajude a identificar os suspeitos seja repassada via Disque Denúncia (181) ou diretamente à Polícia Civil.
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