Megaoperação contra lavagem de dinheiro bilionária prende MC Ryan SP, MC Poze, Chrys Dias e o influencer Matheus Magrini em Jundiaí e Itupeva.
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JUNDIAÍ E ITUPEVA – A Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) foi um dos alvos de uma das maiores operações da Polícia Federal contra a lavagem de dinheiro ligada ao narcotráfico em 2026. A Operação Narco Fluxo mobilizou cerca de 200 policiais para cumprir 90 mandados judiciais em nove estados. A investigação aponta que o grupo utilizava uma rede complexa de empresas de fachada, transações com criptoativos e a promoção de rifas online para ocultar a origem ilícita de valores bilionários.
Matheus Magrini e a conexão com o “Diabo Loiro” em Jundiaí
Em Jundiaí, os agentes federais prenderam o influenciador Matheus Magrini. Ele foi localizado na residência de seu irmão por parte de mãe, o cantor MC Ryan SP, que também foi detido em Bertioga, no litoral paulista. Matheus é filho de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro“, figura apontada como membro importante do PCC e que já havia sido preso em 2025 por esquemas semelhantes de lavagem de dinheiro. A investigação sugere que a estrutura familiar e as redes sociais eram peças-chave para a movimentação dos recursos da organização.
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Mansão e Carros de Luxo de Chrys Dias em Itupeva
A operação também atingiu o condomínio de luxo onde reside o influenciador Chrys Dias e sua esposa em Itupeva. No local, a PF apreendeu veículos que simbolizam a ostentação do grupo como uma Mercedes-Benz G63 Rosa avaliada em mais de R$ 2 milhões, dada como presente para a filha do casal, de apenas 4 anos, uma réplica de McLaren inspirada no modelo de Ayrton Senna, que decorava a sala da mansão e um Cadillac Escalade, SUV importado avaliado em mais de R$ 1 milhão.
Chrys Dias, que possui quase 15 milhões de seguidores, é investigado por utilizar sorteios e rifas, como uma de um apartamento anunciada por apenas R$ 0,19 horas antes da prisão, como fachada para integrar dinheiro do crime ao sistema financeiro legal.
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Lavagem de dinheiro
De acordo com a Polícia Federal, o esquema bilionário não se limitava à ostentação nas redes sociais. Os envolvidos utilizavam um sistema estruturado para dissimular valores, que incluía o transporte de grandes quantias em espécie e o uso intensivo de criptomoedas para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle. Entre os objetos apreendidos durante as buscas, chamou a atenção dos agentes um colar com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar sobre um mapa do estado de São Paulo, reforçando as suspeitas de ligação com o crime organizado.
As defesas de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo afirmaram que ainda não tiveram acesso total aos autos, que tramitam sob sigilo, mas alegam a lisura das atividades de seus clientes. Raphael Sousa Oliveira, da página Choquei, prestou depoimento em Goiânia. Todos os detidos devem passar por audiência de custódia e permanecem à disposição da 5ª Vara Federal de Santos.
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