Estelionatários utilizaram movimentações bancárias fraudulentas e falso suporte de seguradora com reconhecimento facial para lesar vítimas no interior paulista
JUNDIAÍ– Dois novos casos de estelionato envolvendo a contratação indevida de empréstimos bancários foram registrados na Polícia Civil na região. As ocorrências atingiram uma moradora de 56 anos em Campo Limpo Paulista e um motorista de 44 anos no Distrito Industrial FazGran, em Jundiaí, somando prejuízos de aproximadamente R$ 25 mil.
Em Campo Limpo Paulista, a moradora do bairro Jardim Europa descobriu a contratação de dois empréstimos pessoais em seu nome que somam R$ 14 mil, em uma agência bancária do município. As operações ocorreram no dia 24 de setembro, nos valores de R$ 5 mil e R$ 9 mil, e foram percebidas após a vítima checar seu extrato bancário.
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Das quantias movimentadas na conta da vítima, foram realizadas transferências de R$ 7.350 via TED e R$ 2.650 por PIX para uma conta de terceiros. Outro repasse por PIX, no valor de R$ 6.431,50, foi efetuado via QR Code para a Receita Federal. A mulher contestou as transações no banco nesta segunda-feira (28) e registrou a ocorrência na Delegacia de Polícia da cidade, sob responsabilidade da delegada Rafaela Aparecida Acedo, declarando que nunca emprestou o cartão e não possui suspeitos.
Já em Jundiaí, um motorista de uma transportadora foi enganado ao atender uma ligação do número (17) 99644-5489, exibido como “Torre BRK Connect – Suporte” e com a foto da seguradora da frota. Por saberem seu nome e sua localização exata, os golpistas ganharam a confiança do trabalhador e solicitaram uma videochamada para realizar uma suposta atualização cadastral com reconhecimento facial.
Seguindo as orientações para acessar aplicativos no aparelho celular, a vítima teve três empréstimos contratados sem autorização em sua conta no Banco Bradesco, acumulando um prejuízo de cerca de R$ 11 mil. O homem registrou reclamação na instituição financeira, relatando ainda o receio do uso indevido de seus dados e de sua imagem facial. O registro policial menciona também o relato de outra cliente do banco que teve 33 transações seguidas sem conseguir bloqueio pelo atendimento telefônico até ter o saldo zerado.
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