A Prefeitura de Taubaté decidiu afastar um médico da rede pública após ele ser flagrado em casa durante seu horário de trabalho. O afastamento, que durará 60 dias, foi oficializado por meio de uma portaria publicada no diário oficial na terça-feira (11). A medida ocorreu cinco dias após uma denúncia feita pela afiliada da Globo na região, a TV Vanguarda, que acompanhou a rotina do profissional.
O médico, servidor da prefeitura há quase 20 anos, deveria cumprir uma carga horária de 20 horas semanais na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Mourisco. No entanto, imagens gravadas pela reportagem mostram que, desde janeiro, ele passava longos períodos em casa durante o expediente.
Segundo a portaria, o afastamento tem como objetivo evitar que o servidor influencie na apuração das irregularidades. Durante os 60 dias, ele continuará recebendo seu salário, mas uma sindicância foi aberta para investigar sua conduta. Caso as faltas sejam comprovadas, o médico pode sofrer penalidades, que vão desde advertências até a demissão do cargo público.
A Secretaria de Saúde de Taubaté emitiu uma circular reforçando a importância do cumprimento do expediente e estabelecendo que os médicos realizem quatro consultas por hora de trabalho. A prefeitura também afirmou que a UBS em questão não conta com sistema de telemedicina, o que descarta a possibilidade de atendimentos à distância.
O caso ganhou repercussão após a TV flagrar o médico em casa em pelo menos seis ocasiões durante o horário de trabalho. A reportagem tentou contato com o profissional, mas ele não quis se manifestar. A defesa do médico também não foi localizada para comentários.
A investigação está a cargo da corregedoria da prefeitura, que analisará as provas e garantirá o direito à ampla defesa. Enquanto isso, o Ministério da Saúde orientou que denúncias sobre irregularidades no SUS sejam formalizadas por meio dos canais OuvSUS ou Denasus.
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