Audiência na Câmara de Jarinu detalha o Plano Municipal pela Primeira Infância. Saiba quais são as metas para crianças de 0 a 6 anos na próxima década.
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JARINU – A sede do Legislativo de Jarinu foi palco, na terça-feira (24), de um debate fundamental para o futuro das próximas gerações. Sob a condução de Tânia Tafarelo, secretária executiva da Primeira Infância, o município apresentou as diretrizes do Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI). O documento estabelece as metas e ações estratégicas que nortearão as políticas públicas para crianças de 0 a 6 anos no período de 2026 a 2036, consolidando Jarinu como uma “cidade amiga da criança”.
Por que os primeiros 6 anos de vida são prioridade absoluta?
A ciência demonstra que o investimento na infância é o de maior retorno social e econômico. Cerca de 90% das conexões cerebrais são estabelecidas até os 6 anos de idade, fase em que o aprendizado e o desenvolvimento emocional moldam o adulto do futuro. O PMPI utiliza este embasamento técnico para integrar áreas como saúde, educação e urbanismo, cumprindo o preceito constitucional de prioridade absoluta à criança.
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Os 5 eixos estratégicos do plano
O plano apresentado por Tânia Tafarelo não é apenas um conjunto de intenções, mas um roteiro estruturado em cinco pilares fundamentais para a gestão pública, pois pretende atuar e garantir às crianças tempo e espaços de qualidade para o brincar, cidades pensadas para a circulação segura de crianças, foco pedagógico que respeita as fases da infância, acompanhamento médico e nutricional contínuo e o fortalecimento dos vínculos e redes de segurança social.
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Inovação e urbanismo sob a ótica da criança
Pelo plano, Jarinu planeja implementar mobiliários urbanos adequados à altura média de uma criança de até 3 anos (aproximadamente 95 cm), permitindo que os pequenos interajam com a cidade de forma autônoma. Além disso, o projeto “Cria na Paz” foi destacado como uma ferramenta essencial para promover a comunicação não violenta entre famílias e cuidadores.
O PMPI foi construído de forma participativa, incluindo a escuta ativa do Comitê das Crianças, garantindo que os usuários finais das políticas públicas tivessem voz no planejamento da cidade para a próxima década.
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