Incêndio em carreta transportando carros 0 km interdita a Dom Pedro I

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Fotos: Artesp

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JARINU – Uma carreta carregada com veículos zero quilômetro foi completamente tomada pelas chamas na madrugada da quarta-feira, (17). O incêndio ocorreu no quilômetro 77 da Rodovia Dom Pedro, no trecho que liga as cidades de Atibaia e Jarinu. De acordo com informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), não houve registros de feridos. A rápida ação do motorista, que conseguiu desacoplar a cabine do caminhão (“cavalinho”) do restante da carreta, impediu que o fogo se alastrasse e evitou uma tragédia de maiores proporções.

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O fato provocou transtornos significativos para os motoristas que trafegavam pela região no início da manhã. Para permitir o trabalho de combate às chamas e remoção dos escombros, a pista da rodovia precisou ser interditada totalmente. O Corpo de Bombeiros foi acionado e permaneceu no local para controlar o sinistro. A interdição durou aproximadamente uma hora e meia, tempo necessário para que as equipes garantissem a segurança completa do local e iniciassem as investigações preliminares sobre as causas do fogo.

As imagens do local, logo ao amanhecer, mostravam a carreta reduzida a uma estrutura retorcida e carbonizada. Os veículos zero km que eram transportados foram totalmente destruídos, restando apenas carcaças de metal sobre a carreta. O prejuízo material é considerado alto, envolvendo a perda da carga de automóveis novos e os danos ao equipamento de transporte. Especialistas em logística apontam que acidentes como este, além do prejuízo direto, impactam a cadeia de abastecimento das concessionárias da região.

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Ações rápidas

O desfecho sem vítimas neste incidente grave é atribuído, em grande parte, à conduta do motorista profissional. Conforme relatado pelas autoridades, ao perceber o princípio de incêndio na carreta, ele executou uma manobra crítica: desatrelou a cabine do veículo da carreta em chamas. Esta ação, realizada sob pressão e em uma situação de alto risco, isolou a fonte de combustível do caminhão (o tanque de diesel) e criou uma distância segura, salvaguardando sua própria vida e impedindo que o fogo atingisse a cabine.

A atitude do condutor serve como um protocolo vital em situações de emergência no transporte de carga. Bombeiros e instrutores de treinamento para caminhoneiros frequentemente destacam a importância de manter a calma, estacionar o veículo no acostamento de forma segura e, quando possível e seguro fazê-lo, separar a unidade de tração da carga em caso de fogo. A prioridade absoluta, sempre, é a preservação da vida. Neste caso, o treinamento e a presença de espírito do motorista foram fundamentais para transformar um potencial desastre em um incidente com danos apenas materiais.

Importante saber

  • O que fazer ao avistar um incêndio em um veículo na rodovia?
    Ao se deparar com uma situação como essa, a primeira ação é manter a segurança: não pare o carro no meio da pista. Acione imediatamente os serviços de emergência pelo telefone 193 (Corpo de Bombeiros) ou 191 (Polícia Rodoviária Federal). Informe a localização exata (quilômetro e sentido da rodovia) e tente dar detalhes sobre a situação. Só se aproxime se for absolutamente seguro e necessário para ajudar possíveis vítimas.
  • Quais são as causas mais comuns de incêndio em caminhões?
    As investigações apontam que a maioria dos incêndios em caminhões tem origem em falhas mecânicas ou elétricas. Defeitos no sistema de combustível, superaquecimento de motores, problemas no sistema de freios (principalmente em longos declives) e curtos-circuitos na fiação são frequentemente identificados como causas. A manutenção preventiva regular é a principal forma de evitar esses riscos.
  • Houve risco de explosão dos veículos zero km na carreta?
    Embora a imagem de carros pegando fogo seja dramática, o risco de uma explosão catastrófica, como vista em filmes, é baixo. Tanques de combustível de veículos modernos são projetados com válvulas de alívio para evitar explosões. No entanto, o fogo intenso pode fazer com que pneus estourem e componentes do veículo queimem com chamas altas, representando grande perigo para quem estiver próximo. A distância criada pelo motorista ao desacoplar a cabine foi, portanto, uma medida de segurança crucial.
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