Homem é morto a facadas durante discussão em bar de Jarinu. Autor está foragido

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Foto: Divulgação/GCMJ

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JARINU – Um homicídio a facadas chocou o bairro Vila Primavera no início da noite da sexta-feira (30). A vítima, Alexandro Raimundo da Silva, conhecido como “Bugalu”, que tinha 47 anos, foi atacada dentro de um bar após uma discussão com o autor do crime, que fugiu do local e segue foragido. O caso foi registrado pela Guarda Municipal (GM), que atendeu ao chamado após a vítima, já em estado gravíssimo, dar entrada na Unidade Municipal de Saúde (UMS), onde não resistiu aos ferimentos.

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O primeiro alerta sobre o crime chegou aos agentes da Guarda Municipal através do Centro de Comando e Controle (Cecom). A informação era de que um homem com ferimento de arma branca havia sido levado em estado muito grave para a Unidade Municipal de Saúde (UMS) de Jarinu. Imediatamente a equipe, composta pelos guardas GM de Souza e o GM Guerra, com apoio da Cecom GM Nataly, se deslocou até o hospital.

Ao chegar à UMS e contatar a enfermeira responsável, os guardas municipais receberam a informação da morte da vítima.

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Discussão e golpe único e fatal

A equipe da GM partiu então para o local onde o crime ocorreu. No estabelecimento, os agentes encontraram e ouviram o relato da proprietária, que testemunhou toda a sequência dos fatos.

Segundo o depoimento colhido pela GM, a vítima estava sentada no bar quando o autor do crime, de 57 anos, que segundo informações policiais, não possui ficha criminal, chegou ao local. Os dois teriam começado a discutir por motivo ainda é desconhecido. A discussão escalou rapidamente para a violência física.

De acordo com a testemunha, o autor, sem dar chance de reação, teria desferido um único golpe de faca no peito do homem. O agressor fugiu, correndo para um destino ignorado, desaparecendo nas ruas do bairro. A proprietária chamou o socorro, que levou a vítima à UMS.

Perícia no local

A Guarda Municipal acionou a Polícia Técnico-Científica (Perícia), que compareceu ao local para realizar a análise da cena. A testemunha, proprietária do bar, foi conduzida até a Delegacia de Polícia de Campo Limpo Paulista. Lá, ela prestou depoimento ao delegado plantonista, que instaurou o Boletim de Ocorrência (BO) pelo crime de homicídio.

O autor do crime permanece foragido.

Importante Saber:

  • Qual a diferença entre homicídio doloso, culposo e latrocínio?
    O homicídio doloso (como aparenta ser o caso) ocorre quando há a intenção de matar ou assumir o risco de matar. O homicídio culposo é sem intenção, por negligência, imperícia ou imprudência (ex.: acidente de trânsito fatal). O latrocínio é homicídio seguido de roubo, com pena mais grave. A análise do contexto (discussão seguida de facada no peito) aponta forte indício de dolo.
  • Qual é o protocolo quando um crime grave como um homicídio é registrado?
    O protocolo envolve: 1. Preservação do local do crime (feito pela GM); 2. Isolamento da cena e coleta de provas pela Perícia Criminal; 3. Colheita de depoimentos de testemunhas (iniciado pela GM e aprofundado pela PC); 4. Instauração de Inquérito Policial pela Polícia Civil para identificar e localizar o autor; 5. Emissão de mandado de prisão pelo juiz, se necessário; e 6. Busca e captura do suspeito.
  • Qual o papel da Guarda Municipal em um caso de homicídio?
    A Guarda Municipal atua como primeira resposta e preservadora da cena do crime. Suas atribuições são: atender a ocorrência inicial, prestar os primeiros socorros (se aplicável), garantir a segurança no local até a chegada da Polícia Civil e da Perícia, colher informações preliminares com testemunhas e conduzir pessoas envolvidas à delegacia. Ela não conduz a investigação criminal, que é atribuição exclusiva da Polícia Civil.
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