Curiosidades das Copas: 1938 a Copa do Mundo disputada à sombra da guerra

Jogadores italianos fazem a saudação fascista antes do início do jogo - Foto: Reprodução/Internet

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✏️ Resumo rápido:

A terceira Copa do Mundo da história, realizada na França, trouxe o reflexo imediato da Segunda Guerra Mundial. O torneio ficou marcado por ordens de ditadores e pela genialidade improvisada do futebol brasileiro.

COPA DO MUNDO 2026 – Em 1938, a Europa vivia sob a sombra iminente da Segunda Guerra Mundial. A FIFA realizou a terceira edição da Copa do Mundo na França, e os gramados europeus acabaram tomados por fortes tensões geopolíticas. O torneio marcou o último grande evento esportivo do planeta antes do início do conflito global, deixando histórias de resistência, imposição política e lendas do futebol brasileiro.

Confira três fatos históricos que marcaram o Mundial de 1938:

1. A “Grande Alemanha” de Hitler cai diante da Suíça

 

Meses antes do início da Copa, a Alemanha nazista invadiu e anexou o território da Áustria, em um episódio conhecido como Anschluss. Por ordem direta de Adolf Hitler, a seleção austríaca, que era uma das equipes mais fortes do mundo na época, deixou de existir.

Os principais jogadores austríacos foram integrados à força na seleção alemã, criando a equipe da “Grande Alemanha”. O plano de usar o futebol como propaganda de supremacia, porém, fracassou em campo. Logo na primeira fase, a Suíça surpreendeu o mundo e eliminou os alemães por 4 a 2 no jogo de desempate.

2. Itália joga de preto por ordem de Mussolini

 

A seleção italiana conquistou o seu segundo título mundial consecutivo na França, mas a campanha ficou marcada por um detalhe sombrio. O ditador fascista Benito Mussolini ordenou que a equipe utilizasse camisas pretas no confronto contra a França.

O uniforme representava o luto obrigatório e uma alusão direta aos “Camisas Negras”, o grupo paramilitar do regime fascista. Sob forte vaia do público francês no estádio em Paris, a Itália venceu o jogo por 3 a 1 e, posteriormente, faturou a taça ao bater a Hungria na grande final por 4 a 2.

3. O gênio descalço: Leônidas da Silva desafia a lama

 

A Copa de 1938 também consagrou o futebol brasileiro internacionalmente, graças ao talento de Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”. O atacante foi o artilheiro isolado do Mundial com sete gols marcados.

Durante a histórica partida entre Brasil e Polônia, uma tempestade severa castigou o gramado do estádio em Estrasburgo, transformando o campo em um grande lamaçal. Em determinado momento do jogo, a chuteira de Leônidas arrebentou. Como o regulamento da época era mais flexível, o craque brasileiro jogou parte do confronto completamente descalço na lama e, mesmo assim, marcou um dos gols da vitória brasileira por 6 a 5 na prorrogação.

O gigantismo moderno da Copa de 2026

A Copa de 1938 reuniu apenas 15 seleções na França, pois a Áustria acabou riscada do mapa futebolístico após a invasão alemã. Quase um século depois, a Copa do Mundo de 2026 consagra a globalização do esporte com o recorde de 48 seleções participantes. O troféu de ouro maciço de 6,175 kg segue o mesmo formato tradicional (desde 1974), mas a sua base agora conta com uma placa atualizada para eternizar os 48 futuros campeões da história do futebol.

E você, torcedor? Sabia que o Brasil já teve um artilheiro marcando gol descalço em uma Copa do Mundo? O que você acha da mistura entre política e futebol que marcou os primeiros Mundiais?

Deixe seu comentário aqui embaixo e compartilhe essas curiosidades históricas com seus amigos no WhatsApp! Vamos esquentar a resenha sobre a história das Copas!

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