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JUNDIAÍ – Um desfecho trágico encerrou as buscas pela estudante Melissa Felippe, que mobilizaram as redes sociais e as forças de segurança de Jundiaí nos últimos 11 dias. A equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), coordenada pelos delegados Roberto Souza Camargo Júnior e José Ricardo Arruda Marchetti, localizou o corpo da adolescente em uma plantação de eucaliptos dentro de uma fazenda, nas proximidades da empresa Binati Group, no acesso às Frutas Rondon.
O que acontece agora na investigação da DIG?
Com a localização do corpo, a investigação entra em uma nova fase técnica. O exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) será crucial, pois o avançado estado de decomposição impediu uma análise visual detalhada no local. Os peritos buscarão identificar sinais de violência, intoxicação ou causas naturais. Além disso, a Polícia Civil continuará analisando o histórico do celular da jovem, que foi visto sendo usado com frequência pouco antes do seu desaparecimento, para entender com quem ela mantinha contato.
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Cronologia do desaparecimento
Melissa desapareceu no sábado, 28 de março, após ser levada pela mãe para um simulado de cursinho pré-vestibular de Medicina. Funcionários do local relataram que ela parecia nervosa e saiu antes das 8h alegando mal-estar. A reconstrução dos seus passos feita pela família e pela polícia indicou que ela teria encontrado um amigo no Jardim Botânico e permaneceu no local até o meio-dia.
No terminal Eloy Chaves, ela teria utilizado o transporte público e, entre 13h e 14h, tentou solicitar carros por aplicativo e buscou por acomodações nas regiões do Eloy Chaves e Medeiros.
O último sinal do celular indicou um percurso pela Avenida Antônio Pincinato, área próxima de onde o corpo foi encontrado.
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A morte de Melissa gerou uma onda de consternação entre amigos, familiares e moradores da região do Eloy Chaves e Medeiros. A jovem, descrita como uma aluna dedicada que sonhava com a Medicina, teve sua trajetória interrompida de forma misteriosa. A DIG informou que as diligências continuam para esclarecer se houve a participação de terceiros ou se o caso trata-se de uma fatalidade. O sepultamento deve ocorrer assim que o corpo for liberado pelo IML de Jundiaí.
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