Condenada por envenenar vizinha e sequestrar bebê é presa em Campinas

Foto: Reprodução/Divulgação Polícia Civil

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Mulher sentenciada a 16 anos de prisão foi localizada pela Polícia Civil escondida dentro de uma cama box na Vila Sônia. Relembre o caso ocorrido em 2019.

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CAMPINAS – Uma caçada policial que mobilizou diversas equipes da Polícia Civil de Campinas terminou com a prisão de Maria Claudioneia Coelho dos Santos. Condenada a 16 anos e dois meses de prisão, ela era alvo de um mandado de prisão expedido logo após o desfecho de seu julgamento, ocorrido no início do mês de abril. A localização da condenada exigiu um trabalho de inteligência dos investigadores, que monitoraram diversos endereços até cercarem uma casa alugada no bairro Vila Sônia.

O esconderijo inusitado e a prisão

Durante a incursão dos agentes na residência, a mulher tentou uma última estratégia para evitar a prisão, ela se escondeu no interior de uma cama box. No entanto, a busca minuciosa dos policiais revelou o esconderijo. Ela foi detida sem resistência e encaminhada à delegacia, onde aguarda a audiência de custódia para ser transferida a uma unidade prisional do sistema do estado de São Paulo.

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Relembre o crime

O caso que chocou Campinas aconteceu em fevereiro de 2019. A investigação apontou que Maria Claudioneia arquitetou um plano macabro para simular uma maternidade. Segundo os autos do processo, a condenada utilizou veneno para matar a vizinha. O marido da vítima a encontrou na cama, coberta de sangue e em estado de choque.

Enquanto a mãe estava desacordada, a criminosa fugiu com a bebê, que na época tinha apenas dois meses de vida. Uma testemunha chegou a visualizar o momento em que Maria Claudioneia pulava a janela do imóvel com a criança nos braços.

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A versão da defesa

À época de sua prisão preventiva, Maria Claudioneia apresentou uma versão controversa, alegando que havia pago R$ 1 mil à vizinha para que esta permitisse que ela apresentasse a bebê em seu trabalho como se fosse sua própria filha, visando obter uma licença-maternidade fraudulenta. Ela negou as agressões, mas as provas colhidas pela Polícia Civil e a gravidade do estado de saúde da vítima sustentaram a denúncia de tentativa de homicídio e sequestro.

Após responder a boa parte do processo em liberdade, a condenação definitiva encerra um ciclo que durava sete anos. O caso agora segue para a fase de execução de pena, enquanto a defesa ainda pode tentar recursos em instâncias superiores, embora a prisão já tenha sido determinada para início imediato do cumprimento da sentença.

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