Popularidade de Trump atinge menor nível do 2º mandato. Pesquisa Reuters/Ipsos aponta guerra contra o Irã e alta dos combustíveis como principais causas. Confira os dados.
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INTERNACIONAL – O cenário geopolítico no Oriente Médio começou a cobrar um preço político interno para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com o mais recente levantamento da Reuters/Ipsos, finalizado nesta segunda-feira (23), o índice de aprovação do republicano despencou de 40% para 36% em um intervalo de sete dias. A margem de erro da pesquisa, que ouviu 1.272 adultos, é de 3 pontos percentuais.
O impacto da Guerra no Irã e do custo de vida
O principal motor da queda de popularidade é a condução da guerra contra o Irã. A desaprovação aos ataques militares subiu para 61%, refletindo o temor da população com a escalada do conflito. Somado a isso, o fator econômico pesa negativamente: apenas 25% dos entrevistados aprovam a gestão de Trump sobre o custo de vida, um tema que foi o pilar de sua campanha em 2024, mas que agora sofre com a volatilidade dos preços dos combustíveis derivada da crise internacional.
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Mudança de humor entre os Republicanos
Um dado que acende o alerta na Casa Branca é o comportamento da base aliada. Embora o apoio partidário continue majoritário, a fissura interna cresceu. Hoje o número de republicanos que desaprovam o desempenho geral de Trump subiu de 14% (um em cada sete) para 20% (um em cada cinco). Já a parcela de republicanos insatisfeitos especificamente com a gestão do custo de vida saltou de 27% para 34% em uma semana.
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Perspectivas para as eleições de meio de mandato
Apesar do desgaste da imagem presidencial, o Partido Republicano ainda mantém uma leve vantagem competitiva para as eleições legislativas de meio de mandato (midterms). O levantamento aponta que 38% dos eleitores consideram os republicanos mais aptos a gerir a economia, contra 34% que confiam nos democratas.
Historicamente, o segundo mandato de presidentes americanos costuma enfrentar o fenômeno do “desgaste de meio de ciclo”, mas a velocidade da queda atual, impulsionada por um conflito bélico direto, coloca a administração Trump em uma posição defensiva inédita desde sua posse em 2025.
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