Após perseguição de 40 km, dois suspeitos morrem em tiroteio com a GM de Itatiba

Foto: Reprodução/Divulgação

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✏️ Resumo rápido:

A caçada policial começou na rodovia Dom Pedro I, na altura de Atibaia, e terminou em uma rua sem saída no distrito de Sousas, em Campinas. Os suspeitos furaram pedágio, andaram na contramão e atiraram contra as viaturas; delegado considerou legítima defesa.

ITATIBA – Uma perseguição cinematográfica de 40 quilômetros por duas das principais rodovias da nossa região terminou em confronto, tiroteio e na morte de dois suspeitos na tarde do domingo (12). A ocorrência foi protagonizada por equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Itatiba e se estendeu até o distrito de Sousas, em Campinas. Os dois estavam a bordo de uma caminhonete de luxo Toyota Hilux SW4 clonada, que havia sido roubada no Estado do Rio de Janeiro.

O caso mobilizou a Polícia Militar Rodoviária, fechou vias urbanas e mobilizou equipes de socorro médico. No plantão policial, a Polícia Civil reconheceu que os guardas municipais agiram estritamente em legítima defesa após serem alvos de disparos.

Abaixo, confira os detalhes cronológicos da fuga, o cerco em Sousas e o balanço das apreensões:

Cerco no km 106 da rodovia Dom Pedro I

 

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Tudo teve início após o Centro de Controle Operacional receber a informação de que uma Toyota Hilux SW4, de cor preta, blindada e com queixa de roubo no Rio de Janeiro, estava trafegando pela rodovia Dom Pedro I (SP-065), no sentido Interior (Norte), na altura de Atibaia. O alerta ainda indicava que os ocupantes estariam fortemente armados.

Duas viaturas da GCM de Itatiba se posicionaram estrategicamente no quilômetro 106 da rodovia. Ao avistarem o veículo com as mesmas características — porém ostentando placas diferentes das informadas —, os agentes deram ordem de parada. O condutor desobedeceu o comando, acelerou e deu início a uma fuga alucinante em alta velocidade.

Furto de pedágio, bloqueios furados e tiros nos pneus

 

Ao longo dos 40 quilômetros de perseguição em direção a Campinas, os criminosos transformaram a rodovia em um cenário de filme de ação, extremamente perigoso:

  • Barreiras rompidas: O motorista destruiu a cancela ao avançar sem pagar pela praça de pedágio, efetuou ultrapassagens perigosas pelo acostamento e ignorou todos os bloqueios de cerco montados pela Polícia Militar Rodoviária;

  • Contramão em Sousas: No quilômetro 127, a SW4 acessou o trevo de Sousas e ingressou na rodovia Heitor Penteado. Já na área urbana do distrito, os suspeitos passaram a dirigir na contramão de direção, colocando em risco a vida de motoristas e pedestres;

  • Arma em punho: Em determinado momento, o homem que ocupava o banco do passageiro colocou o corpo para fora e apontou uma arma de fogo em direção aos guardas de Itatiba. Para conter a ameaça e forçar a parada, os agentes efetuaram disparos de precisão contra os pneus traseiros da caminhonete.

Batida contra árvores e tiroteio em rua sem saída

 

Mesmo com os dois pneus traseiros estourados e rodando na roda, o condutor continuou a fuga até entrar na Avenida José da Conceição Alves, no Jardim Sorirama. Por se tratar de uma via sem saída, os criminosos perderam o controle e colidiram violentamente contra árvores ao final da rua.

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Na tentativa de abordagem, o motorista desembarcou da caminhonete segurando uma arma e efetuou dois disparos em direção a um dos guardas municipais. Diante da agressão iminente, as equipes da GCM reagiram prontamente. No tiroteio, os dois ocupantes da SW4 foram atingidos.

Unidades de resgate do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas rapidamente para prestar socorro, mas os dois indivíduos não resistiram aos ferimentos e tiveram os óbitos constatados no local. Nenhum guarda municipal ficou ferido.

Arsenal e identificação de um dos suspeitos

 

A área do confronto foi totalmente isolada para os trabalhos técnicos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Científica. Na cena do crime e no interior da Hilux SW4, os peritos recolheram e apreenderam:

  • Armas: Um revólver calibre .32 com a numeração de identificação raspada/suprimida e 10 cartuchos deflagrados;

  • As Armas da GCM: Duas pistolas e uma carabina, todas de calibre 9mm e de uso institucional dos guardas, foram recolhidas para perícia forense, cumprimento padrão em casos de morte decorrente de intervenção policial;

  • Documentos e Fraude: Um jogo de placas padrão Mercosul (com queixa de furto) foi localizado dentro do porta-malas. Um documento de identidade permitiu identificar um dos mortos como Alisson Bielewski da Silva. O segundo comparsa permaneceu sem identificação oficial e foi removido ao Instituto Médico Legal (IML).

O caso foi registrado no plantão do 1º Distrito Policial de Campinas pelo delegado Dr. Eduardo Marcondes Riqueza. A ocorrência foi tipificada como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, adulteração de sinal identificador de veículo, resistência e receptação.

Após colher os depoimentos detalhados, o delegado validou a ação dos guardas de Itatiba, confirmando que os agentes agiram em legítima defesa para salvaguardar as próprias vidas e as de terceiros. Um Inquérito Policial foi instaurado para dar sequência às investigações e rastrear a origem da quadrilha interestadual.

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