Um crime com aparência de filme de espionagem surpreendeu os moradores de Niterói (RJ). No dia 7 de fevereiro, um homem trajado com terno, luvas, óculos escuros e uma máscara de silicone realista invadiu um apart-hotel de luxo e furtou relógios avaliados em R$ 80 mil. A ação durou menos de 20 minutos e foi registrada pelas câmeras do prédio.
Advogado é identificado como autor do crime
Segundo a Polícia Civil, o responsável pela invasão é o advogado criminalista Luís Maurício Martins Galda, que foi flagrado circulando em áreas restritas com um celular no ouvido, simulando uma ligação. Ele arrombou a porta de um dos apartamentos e levou oito relógios de alto valor.
Máscara de silicone foi comprada pela internet
Durante depoimento, Galda confessou que comprou a máscara realista por cerca de R$ 1,8 mil em um site internacional. Após o furto, ele picotou o disfarce e jogou os restos no lixo orgânico, além de apagar vestígios digitais da compra, incluindo sua conta no eBay e e-mails relacionados à transação.
Investigado aponta mandante com passado político
O advogado ainda indicou Alexandre Ceotto André como o mentor intelectual do crime. Ceotto foi candidato a vice-prefeito de Niterói e ocupou cargos em dois governos estaduais. A polícia cumpriu mandado em sua residência e solicitou sua prisão. Até a tarde da terça-feira (13), ele ainda não havia sido localizado.
Máscaras são legais, mas uso indevido pode configurar crime
Apesar da comercialização ser permitida, o uso de máscaras realistas em atividades criminosas pode ser enquadrado como roubo qualificado, estelionato ou falsidade ideológica, segundo fontes da polícia. A importação desses itens também pode ser monitorada por órgãos federais se houver suspeita de uso ilícito.
Defesa afirma que acusado está colaborando
A defesa de Luís Maurício declarou que ele está cooperando com as investigações e busca acesso completo aos autos para fornecer mais esclarecimentos.