ITATIBA – A rápida ação de agentes da Guarda Municipal de Itatiba resultou na prisão, na tarde desta quarta-feira (7), de um homem que confessou participar de um roubo à casa de um promotor de Justiça em Monte Alegre do Sul. O crime, que também envolveu o sequestro da vítima em sua própria residência, foi detalhado pelo próprio suspeito durante uma abordagem de rotina. “A casa caiu, perdi”, teria dito o homem aos guardas, antes de relatar que integrava uma quadrilha de pelo menos sete criminosos que invadiram a casa, amarrou o promotor e fugiu com objetos de valor.
A prisão ocorreu de forma quase fortuita. Guardas municipais, patrulhando a estrada que liga a Rodovia Dom Pedro I (SP-065) à Rodovia Romildo Prado, desconfiaram da atitude do motorista de um veículo e decidiram abordá-lo. Diante dos agentes, o suspeito não apenas admitiu o crime como tentou subornar os guardas para evitar ser conduzido à delegacia. A recusa imediata dos agentes permitiu a captura de um dos envolvidos em um crime de grande repercussão, que agora tem investigações conduzidas pela Polícia Civil com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.
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A Abordagem Precisa que Desmontou a Fuga
O sucesso da operação começou com a percepção aguçada dos guardas municipais. Em uma estrada menos movimentada, a atitude do motorista chamou a atenção, possivelmente por nervosismo excessivo ou por tentar evitar o contato visual com a viatura. A decisão de fazer a abordagem foi crucial.
Durante a conversa, o suspeito rapidamente admitiu sua participação no assalto ocorrido horas antes em Monte Alegre do Sul. Em seu relato, detalhou uma ação planejada: a invasão da casa do promotor de Justiça de Serra Negra, o roubo de objetos de valor e a fuga utilizando veículos diferentes, uma tática comum para despistar a polícia. A tentativa de suborno, no entanto, selou ainda mais sua situação, configurando um crime em cima do outro.
A confissão espontânea do homem, registrada no boletim de ocorrência, forneceu à polícia informações vitais que aceleraram a investigação. Ele confirmou que a vítima foi amarrada durante o roubo, caracterizando o crime de sequestro (privado de liberdade) em conjunto com o latrocínio (roubo). A informação sobre o número de envolvidos – ao menos sete – dá a dimensão da organização da quadrilha, que agora é alvo de buscas intensivas pela Polícia Civil.




