Falsa investigação da PF causa prejuízo de R$ 122 mil em Jundiaí

Fotografia em plano próximo mostrando as mãos de uma pessoa segurando um cartão de crédito preto em frente a um notebook. A tela do computador exibe um triângulo de advertência vermelho com o texto "ALERTA DE GOLPE", seguido da frase "Não caia em golpes virtuais. Proteja seus dados." e um botão vermelho "Saiba mais". Ao lado do texto na tela, há a imagem em sombra de um hacker vestindo capuz e segurando um celular.
Foto: iA-I

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✏️ Resumo rápido:

Golpistas usaram chamadas de vídeo e simularam documentos oficiais para induzir a vítima a fazer empréstimo e transferência bancária.

JUNDIAÍ – Uma moradora do município procurou o Plantão Policial da cidade para registrar um boletim de ocorrência após ser vítima de uma fraude por telefone e videochamada. Ao todo, a moradora teve um prejuízo financeiro calculado em R$ 122 mil.

O contato inicial ocorreu por meio de uma ligação de uma pessoa que alegava ser funcionária da Secretaria de Segurança Pública. Após a vítima confirmar residência no município, a interlocutora afirmou que as notificações seriam feitas por telefone e que a moradora era alvo de uma investigação da Polícia Federal ligada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro no Banco Master.

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Na sequência do atendimento, a chamada foi repassada para pessoas que se apresentaram como agentes federais, inclusive informando nomes, números de matrícula e protocolos. Os suspeitos afirmaram que cartões e contas bancárias teriam sido abertos utilizando os dados da vítima. As conversas seguiram frequentes por videochamada, ambiente em que os criminosos exibiam símbolos e papéis que imitavam os da Polícia Federal, além de exigirem o cumprimento de sigilo.

Durante a abordagem, os falsos policiais orientaram a moradora a realizar um empréstimo bancário de cerca de R$ 140 mil, sob a justificativa de que o procedimento permitiria rastrear o dinheiro. Posteriormente, uma pessoa que se apresentou como representante do Coaf instruiu a transferência de aproximadamente R$ 122 mil para uma conta informada no golpe. A vítima notou a fraude logo após efetuar o envio do comprovante. As apurações sobre a ocorrência estão sob o comando da delegada Fernanda Monteiro de Souza.

Diante do caso, a Polícia Federal informou que o nome da corporação vem sendo usado de forma indevida em golpes para forçar transferências de dinheiro. Para dar impressão de veracidade às investidas, os autores costumam exibir documentos falsos, usar nomes de autoridades e realizar videochamadas.

A Polícia Federal reforçou alertas à população sobre a atuação de suas equipes. A instituição esclareceu que não exige transferências, PIX, TED ou contratação de empréstimos no decorrer de apurações policiais, nem orienta o envio de dinheiro para contas de terceiros. Também foi informado que o órgão não realiza audiências por aplicativo de mensagem em chamadas de vídeo e não determina sigilo que impeça a consulta a advogados ou familiares. Ao identificar situações suspeitas, a orientação é desligar a chamada e checar os fatos nos canais oficiais da corporação.

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