Gordura vegetal inovadora reduz gordura saturada mantendo sabor e textura

Uma fotografia de estilo editorial de culinária, com iluminação natural e suave, sobre uma mesa de madeira rústica, apresentando duas opções de pratos em uma composição dividida ao meio. À esquerda, em um prato de cerâmica verde-escuro, está um bife de carne vegetal que imita perfeitamente a carne animal. O bife está bem grelhado, com marcas de grelha escuras e suculentas, acompanhado por aspargos, pequenos tomates-cereja grelhados e um raminho de alecrim. Ao lado do prato, há talheres de metal com cabo de madeira e, ao fundo, um copo de água com rodelas de limão e uma tigela com salada de legumes. À direita, em um prato de cerâmica clara, está uma generosa fatia de torta de chocolate. A torta tem uma base escura de biscoito, um recheio denso e cremoso e uma cobertura de calda de chocolate brilhante que escorre pelas laterais, decorada com raspas de chocolate e uma folhinha de hortelã. Ao lado, há um garfo com cabo de madeira sobre um guardanapo de linho amassado e, ao fundo, um pequeno vaso com planta, tudo sob uma luz natural que entra por uma janela desfocada.
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✏️ Resumo rápido:

Tecnologia israelense reestrutura óleos vegetais para substituir gorduras sólidas sem alterar a experiência de consumo.

TEL AVIV – A foodtech israelense Kayama desenvolveu uma tecnologia projetada para solucionar um dos maiores desafios da indústria alimentícia: substituir gorduras sólidas convencionais por opções mais saudáveis sem comprometer o sabor, a funcionalidade e a textura dos produtos. A inovação busca atender à pressão crescente por perfis nutricionais mais equilibrados e rotulagens como o Nutri-Score, sem exigir que o consumidor abra mão dos alimentos tradicionais.

Batizada de OlearaeTM Struct, a tecnologia de patente pendente utiliza compostos de origem vegetal para estruturar óleos vegetais de alta oleia, criando uma rede tridimensional sólida sem depender de gorduras saturadas. A empresa informa que o ingrediente apresenta até 90% menos gordura saturada em comparação às alternativas tradicionais, mantendo estabilidade de prateleira, resistência à oxidação e adaptação a diferentes matrizes alimentares sob o conceito de rótulo limpo e processamento mínimo.

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Aplicação industrial e testes de desempenho

 

Desenvolvido para uso na infraestrutura fabril já existente, o ingrediente não exige modificações nos equipamentos das indústrias e visa ter um preço competitivo em relação a insumos como manteiga e manteiga de cacau. Os testes operacionais da empresa aplicaram a solução em massas laminadas, chocolates e alternativas de carne à base de plantas, alcançando resultados funcionais em folhados, textura em doces e atributos de suculência e marmoreio em hambúrgueres vegetais.

A iniciativa atrai o interesse do mercado alimentício com um projeto piloto custeado por uma grande empresa de laticínios de Israel e cartas de intenção firmadas com as fabricantes de carnes alternativas The Plantly Butchers e Wonders of Nature, além de acordos de avaliação sob sigilo com outras marcas globais. O ecossistema de apoio à startup inclui a Autoridade de Inovação de Israel, GFI Israel, MAF, Startup Nation Central e PLANETech.

Liderança, escala e captação de recursos

 

A Kayama é comandada pela fundadora e CEO Anna Sliozberg, ao lado do diretor de tecnologia e engenheiro de processos químicos Gad Harris, contando também com a consultoria culinária do chef Yuval Ben Neriah. A foodtech participou de programas de aceleração como StartLife, ProVeg, XPRENEURS e MassChallenge, chegou às finais dos prêmios das fundações Coller e Merage e obteve duas subvenções financeiras não dilutivas.

O plano operacional prevê a transição da produção piloto atual para uma capacidade industrial contínua de até três toneladas métricas por dia. A empresa estima que cerca de US$ 53 bilhões em gorduras utilizadas nas categorias de alimentos-alvo na Europa e América do Norte poderiam ser substituídos por sua tecnologia. Para viabilizar a ampliação fabril, os testes em clientes e os trâmites regulatórios, a startup busca captar entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão.

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