SUS amplia tratamento para câncer de pulmão com 3 medicamentos de alta tecnologia

Cientista de bata branca e máscara num laboratório moderno a analisar exames pulmonares em uma tela de computador, enquanto em primeiro plano uma mão com luva azul segura um frasco de medicamento com a inscrição "Targeted Therapy" e uma embalagem de cápsulas.
O câncer de pulmão está entre os três mais recorrentes em homens e mulheres no país - [iA-I]

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✏️ Resumo rápido:

Incorporação gradual dos fármacos brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes em todo o país a partir de outubro

RIBEIRÃO PRETO – O Ministério da Saúde anunciou a expansão da Assistência Farmacêutica Oncológica na rede pública de saúde com a inclusão gradual de três novas terapias tecnológicas: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A medida visa atender aproximadamente 1,9 mil pacientes diagnosticados com câncer de pulmão no Brasil a partir deste mês de outubro.

A iniciativa visa modernizar e individualizar o atendimento prestado no Sistema Único de Saúde (SUS). O médico oncologista clínico Saulo Brito Silva, docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, esclarece que os fármacos atuam por mecanismos distintos da quimioterapia tradicional. De acordo com o médico, o brigatinibe e o gefitinibe agem diretamente em alterações proteicas específicas das células tumorais, enquanto o durvalumabe atua como imunoterapia, estimulando o próprio sistema imunológico do indivíduo a reconhecer e combater a doença.

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A indicação dos remédios varia de acordo com o estágio da patologia. O brigatinibe e o gefitinibe são voltados para casos de doença avançada e metastática, identificados em outros órgãos além do pulmão. Já o durvalumabe é prescrito para tumores sem metástase, porém inoperáveis devido à localização ou estrutura em que se encontram.

Levantamentos do Instituto Nacional de Câncer (INCA) colocam o câncer de pulmão entre os três mais recorrentes em homens e mulheres no país, apresentando elevadas taxas de mortalidade devido à frequência de diagnósticos tardios. O especialista ressalta que, embora os novos medicamentos ajudem a proporcionar qualidade de vida aos pacientes de forma sistêmica, a prevenção primária — com o combate ao tabagismo ativo e passivo — e o diagnóstico precoce continuam sendo os pilares mais eficazes no enfrentamento da enfermidade.

Com informações do Jornal da USP

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