Polícia Civil do Tocantins investiga contrato de R$ 139 milhões para terceirização de UPAs em Palmas; Santa Casa de Itatiba está entre os alvos.
ITATIBA– A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, na quinta-feira (10), cinco mandados de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Falsa Emergência. A ação investiga o contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, no valor de R$ 139 milhões, firmado com a Santa Casa de Itatiba.
As ordens foram expedidas pelo juiz da Vara de Garantias de Palmas e cumpridas em em Palmas (TO), São Paulo (SP), Itatiba (SP) e Rio de Janeiro (RJ).
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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Tocantins, os alvos foram endereços ligados à entidade responsável pela parceria investigada, pessoas relacionadas à sua administração e uma empresa identificada nas movimentações financeiras analisadas durante a apuração.
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que representantes das autoridades policiais estiveram na instituição na manhã desta quinta-feira e que a entidade está prestando todo o apoio necessário ao trabalho realizado.
O presidente da Câmara Municipal de Itatiba, vereador Davi Bueno, afirmou que está “acompanhando com rigor a operação da Polícia do Tocantins realizada na Santa Casa de Itatiba” e que diante dos desdobramentos e das prisões no estado da região Norte, que levaram à investigação da Santa Casa de Itatiba, o parlamentar reafirmou “seu compromisso com a fiscalização e a transparência pública, garantindo que manterá a população atualizada sobre os próximos passos”.
Entenda o caso
A primeira fase da Operação Falsa Emergência ocorreu em junho de 2026. Na ocasião, foram presos a então secretária de Saúde Dhieine Caminski, o superintendente de Atenção à Saúde Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva.
A terceirização foi feita sem licitação, e a Polícia Civil apontou diversas irregularidades. O contrato acabou suspenso pelo Tribunal de Contas do Tocantins, e o serviço teve de ser retomado pelo município.
Segundo a investigação, os dois servidores públicos teriam atuado para direcionar a contratação. Cláudia é apontada pela polícia como lobista.
Após a conclusão do inquérito, os três foram denunciados e se tornaram réus em ação penal por indícios de peculato, corrupção e associação criminosa, entre outros crimes.
Os três foram soltos no início de setembro por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Todos negam irregularidades.
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