Candidatos à Presidência declaram R$ 74 milhões em gastos até agora

Montagem e ilustração satírica mostrando diversos políticos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva de chapéu panamá ao centro, ladeado à sua direita por Flávio Bolsonaro, de camisa branca e Augusto Cury de terno azul escuro. à sua esquerda estão Ronaldo Caiado vestindo paletó azul marinho e caisa branca, Romeu Zema, com paletó cinza chumbo e camisa branca e Renan Santos de camisa branca. Estão todos reunidos atentamente ao redor de uma urna eletrônica que exibe cédulas de Reais (notas de 50 e 100 reais) em sua tela, em uma sala com o logotipo do TSE e a bandeira do Brasil ao fundo.
Imagem ilustrativa gerada por IA - [iA-I]

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✏️ Resumo rápido:

Levantamento publicado pelo portal G1 mostra que comunicação digital, advogados e materiais impressos lideram as despesas.

BRASÍLIA– Os principais candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 informaram à Justiça Eleitoral um montante de R$ 74 milhões em gastos de campanha. A movimentação financeira consta do levantamento publicado pelo portal G1 nesta quarta-feira (9), data que marca o início do prazo para a entrega da prestação de contas parcial por candidatos, coligações, federações e partidos.

O relatório parcial reúne o fluxo de receitas, movimentações financeiras e recursos estimáveis obtidos e empregados desde o início da campanha, em 16 de agosto, até o dia 8 de setembro. Os dados são encaminhados via sistema Conta+JE e disponibilizados na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o pleito presencial de 2026, o TSE estipulou o teto de gastos no primeiro turno em R$ 88,9 milhões, acrescido de R$ 44,5 milhões em caso de segundo turno, alcançando o limite de R$ 133,4 milhões para quem disputar ambas as fases.

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Detalhamento das despesas informadas pelos presidenciáveis

 

As declarações parciais revelam que Flávio Bolsonaro (PL) lidera o volume de despesas declaradas, somando R$ 49,5 milhões. Entre os aportes informados pelo candidato figuram R$ 13,1 milhões em marketing político e planejamento estratégico, R$ 5 milhões para a produtora Paranoá Digital e R$ 3,7 milhões na criação de um canal no YouTube. O candidato destinou ainda R$ 3,6 milhões à empresa Algoritmo Dados Estratégia e Comunicação, R$ 3,4 milhões a outra assessoria de imprensa, R$ 3,1 milhões ao escritório de advocacia de Maria Claudia Bucchianeri, R$ 2,2 milhões em fretamento de aeronaves da Alljet Aviation, R$ 1,6 milhão em coordenação de comitês e R$ 500 mil em créditos de impulsionamento via fintech DLocal.

Em seguida, Ronaldo Caiado (PSD) registrou R$ 20,9 milhões em despesas de campanha. A maior parcela, no valor de R$ 20 milhões, divididos em dois pagamentos, foi direcionada à empresa Épos Brasil para produção de propaganda de rádio e televisão e marketing digital. O candidato declarou também R$ 500 mil em consultoria jurídica ao escritório Malheiros, Penteado e Toledo, R$ 270 mil para a Essent Inovação Contábil, R$ 156,7 mil em impulsionamento no Facebook e R$ 2,8 mil à Associação Comercial do Rio de Janeiro para locação de espaço.

Por sua vez, Romeu Zema (Novo) apresentou R$ 2,6 milhões em gastos acumulados. Os custos englobam R$ 930 mil em marketing digital, R$ 450 mil em coordenação de comunicação, R$ 320 mil na produção de material audiovisual, R$ 98,3 mil em aluguel de aeronave da Flapper Private Jets, R$ 72 mil em produção de eventos e narrativas, R$ 61,5 mil em apoio logístico de gravações, R$ 60 mil em jingles e slogans, R$ 55 mil em planejamento, R$ 50 mil em edição, R$ 44 mil em tráfego pago e R$ 72 mil somados em assessorias de imprensa.

Prestação de contas dos demais concorrentes

 

Renan Santos (Missão) reportou ao TSE um total de R$ 644,6 mil em despesas. O valor abrange R$ 244 mil destinados à WBL Gráfica & Editora para confecção de santinhos, bandeiras, adesivos e impressos, R$ 125 mil ao escritório de advocacia Marella & Rollo, R$ 60 mil à DLocal Brasil, R$ 23 mil em passagens aéreas via Decolar.com, R$ 17 mil em taxa da plataforma de arrecadação Quero Apoiar, R$ 15 mil em produção de programas de mídia, R$ 13 mil em deslocamentos, R$ 12 mil por serviços de terceiros, R$ 11,5 mil em eventos, R$ 10 mil em pessoal e R$ 9 mil em adesivos.

Na outra ponta da arrecadação e execução financeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 100 mil em gastos. O montante divide-se em R$ 93,9 mil pagos à empresa Amazon Etiquetas para a produção de materiais impressos de divulgação e R$ 6,1 mil direcionados a taxas administrativas de arrecadação por financiamento coletivo.

Por fim, o candidato Augusto Cury (Avante) informou o total de R$ 55,2 mil em despesas parciais. O montante inclui R$ 50 mil pagos à Ebanx Pagamentos para o impulsionamento de conteúdos em redes sociais, R$ 3,6 mil somados em hospedagens para a equipe de apoio e profissionais de segurança nas cidades de São Paulo e Montes Claros (MG), além de R$ 958 aplicados no fornecimento de alimentação em reuniões de trabalho da campanha.

Abaixo está a tabela consolidada com o total de gastos declarados até o momento por cada candidato à Presidência da República na prestação de contas parcial:

Candidato Partido Total de Gastos Declarados
Flávio Bolsonaro PL R$ 49,5 milhões
Ronaldo Caiado PSD R$ 20,9 milhões
Romeu Zema Novo R$ 2,6 milhões
Renan Santos Missão R$ 644,6 mil
Lula PT R$ 100,0 mil
Augusto Cury Avante R$ 55,2 mil
Total Geral R$ 73,8 milhões

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