O mediador Paquistão compartilhou com os Estados Unidos (EUA) uma proposta revisada do Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio, informou uma fonte paquistanesa à Reuters nesta segunda-feira (18), alertando que os lados “não têm muito tempo” para reduzir suas diferenças.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou posteriormente que as opiniões de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, mas não deu detalhes.
Um frágil cessar-fogo está em vigor, após seis semanas de guerra que se seguiram aos ataques aéreos israelenses e norte-americanos contra o Irã. No entanto, as negociações mediadas pelo Paquistão foram interrompidas e o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo está “respirando por aparelho”.
A fonte paquistanesa não deu detalhes sobre a proposta revisada. Perguntada se levaria tempo para fechar as lacunas, a fonte afirmou que os lados “continuam mudando seus objetivos” e acrescentou: “Não temos muito tempo.”
Esforços de paz
Washington pediu a Teerã que desmantelasse seu programa nuclear e suspendesse o bloqueio no Estreito de Ormuz, que normalmente transporta um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
O Irã exigiu indenização por danos de guerra, o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos e o fim dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, onde Israel está lutando contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã.
Trump disse, em publicação no Truth Social no fim de semana, que “o relógio está correndo” para o Irã, acrescentando que “é melhor eles se mexerem rapidamente, ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial”, afirmou.
Trump deve se reunir com importantes assessores de segurança nacional nesta terça-feira (19) a fim de discutir opções para retomar a ação militar, informou o site Axios.
As questões que impedem as negociações também incluem as ambições nucleares do Irã. Os EUA e outras grandes potências querem garantir que o Irã não possa desenvolver armas nucleares.
Teerã nega que esteja tentando fazer isso e também quer uma compensação pelos danos da guerra, uma garantia de que não haverá mais ataques e a retomada das vendas de petróleo iraniano.
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