JUNDIAÍ – Uma adolescente de 12 anos foi resgatada pela Polícia Militar na manhã da segunda-feira (4), em Jundiaí, após fugir de um cativeiro localizado na comunidade de Paraisópolis, na capital paulista. De acordo com o relato da vítima às autoridades, ela foi mantida em cárcere privado por dois dias, período em que foi submetida a agressões físicas, tortura psicológica e abusos sexuais. A jovem conseguiu escapar do local e utilizar o transporte público para chegar ao município, onde buscou auxílio imediato de populares para acionar o socorro oficial.
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Fuga
A adolescente relatou que aproveitou um momento de distração dos captores para deixar o cativeiro em Paraisópolis. Sem recursos financeiros, ela conseguiu embarcar em um transporte público com destino a Jundiaí. Ao chegar na cidade, a jovem abordou um transeunte e pediu um telefone celular emprestado, realizando duas ligações, uma para a Polícia Militar via 190 e outra para seus familiares, informando seu paradeiro e seu estado de saúde. A equipe policial deslocou-se rapidamente para o ponto de encontro, garantindo a proteção da menor até a chegada das equipes especializadas.
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Após o resgate, a vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU) de Jundiaí, unidade de referência no atendimento a mulheres e crianças em situação de violência. No hospital, ela passou por uma bateria de exames médicos, exames periciais e recebeu o protocolo profilático padrão para casos de abuso sexual. Após receber alta médica e ser acolhida pela equipe multidisciplinar do hospital, a menina foi entregue aos seus familiares, que viajaram de São Paulo para Jundiaí assim que receberam a localização da filha.
Investigação
O caso está sendo investigado em conjunto pelas polícias de Jundiaí e da Capital, com foco na identificação do local exato do cativeiro e na captura dos responsáveis. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de envolvimento de criminosos ligados a facções que operam na zona sul de São Paulo. Depoimentos detalhados da vítima e possíveis imagens de câmeras de monitoramento do transporte público serão utilizados para rastrear o trajeto feito pela jovem e identificar os agressores. O crime, tipificado como sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável, prevê penas severas e regime fechado de reclusão.
Importância da rede de proteção à criança
Este episódio reforça a necessidade de orientar crianças e adolescentes sobre como agir em situações de perigo extremo e a importância de confiar nas forças de segurança. A prefeitura de Jundiaí e os órgãos de assistência social destacam que a cidade possui uma rede de proteção integrada, pronta para realizar o atendimento prioritário em casos de violação de direitos humanos. Autoridades locais também parabenizaram a atitude do cidadão que emprestou o celular à vítima, ressaltando que a colaboração da sociedade é um pilar essencial para o salvamento de vidas em situações de vulnerabilidade.
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