Foram 9 caminhões de carga viva atingidos pelo incêndio de sábado em Jarinu

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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✏️ Resumo rápido:

JARINU – Um incêndio de grandes proporções atingiu o pátio de uma transportadora no bairro Ponte Alta, no sábado (2), resultando na destruição total de nove caminhões utilizados para o transporte de carga viva (frangos). O incidente, que inicialmente gerou suspeitas de ação criminosa devido à intensidade das chamas e explosões, foi tipificado pela Polícia Civil como incêndio culposo, conforme o artigo 250, § 2º do Código Penal. A perícia técnica foi requisitada para confirmar as causas exatas, mas as investigações preliminares apontam que o fogo teve origem acidental na carroceria de um dos veículos, alastrando-se rapidamente para a frota e a estrutura da edificação antes da chegada das equipes de emergência.

O barulho das explosões dos tanques de combustível assustou moradores das proximidades, mas, felizmente, nenhuma vítima foi registrada durante o ocorrido.

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Dinâmica do incêndio e tentativa de resgate

Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha que estava no local percebeu o início do fogo na carroceria de um dos caminhões. Em uma tentativa heróica, o funcionário tentou manobrar o veículo para fora do pátio para evitar que as chamas atingissem os demais automóveis e o galpão da empresa. No entanto, a velocidade de propagação do fogo, alimentada por materiais inflamáveis e pela proximidade entre os veículos, impediu o sucesso da manobra. Em poucos minutos, o incêndio já havia atingido outros oito caminhões e parte da edificação administrativa e operacional da transportadora.

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Incêndio culposo

A tipificação do caso no artigo 250, § 2º do Código Penal ocorre quando as autoridades entendem que não houve dolo, ou seja, não houve a intenção de causar o dano. O incêndio culposo pode ser resultado de imprudência, negligência ou imperícia — como uma falha mecânica não corrigida ou um curto-circuito acidental. Diferente do incêndio criminoso, onde a pena é severa, a modalidade culposa prevê sanções menores, mas ainda exige a responsabilização civil pelos danos causados. A perícia da Polícia Científica será fundamental para determinar se a origem foi uma falha técnica no sistema elétrico ou outro fator mecânico do caminhão onde o fogo começou.

Impacto logístico no transporte de carga viva

A destruição de nove veículos representa um golpe significativo na logística regional de transporte de aves. Jarinu e cidades vizinhas possuem forte atuação no setor avícola, e a perda de quase uma dezena de caminhões especializados impacta diretamente o cronograma de abate e distribuição. As carretas de carga viva exigem adaptações específicas de ventilação e estrutura para o transporte dos animais, o que torna a reposição da frota um processo lento e oneroso. A empresa aguarda agora os laudos periciais para o acionamento de seguros e a retomada parcial das atividades.

Prevenção e riscos de explosões em tanques

As explosões registradas em vídeos por moradores e enviadas à imprensa ocorreram devido ao aquecimento extremo dos tanques de combustível (diesel). Quando o líquido atinge o ponto de ebulição dentro de um compartimento fechado, a pressão interna rompe a estrutura metálica, gerando o efeito de explosão e a dispersão imediata de fumaça preta tóxica. Especialistas reforçam que em pátios logísticos, o distanciamento mínimo entre os veículos e a manutenção rigorosa de preventivos contra incêndio, como hidrantes e extintores de pó químico, são cruciais para conter focos iniciais antes que o fogo se torne incontrolável.


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