Dólar cai para R$ 5,24, e bolsa sobe 3,24% após fala de Trump

PUBLICIDADE

Continua depois da publicidade


Em um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar recuou para abaixo de R$ 5,25, e a bolsa de valores subiu mais de 3%. A euforia foi provocada por sinais de diminuição nas tensões entre Estados Unidos e Irã após declarações do presidente Donald Trump de que vai adiar possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana.

Com a melhora do ambiente global, o dólar terminou esta segunda-feira (23) vendido a R$ 5,24, com recuo de R$ 0,068 (-1,29%). Na mínima do dia, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 5,21.

Apesar da forte queda desta segunda, a moeda estadunidense acumula alta de 2,08% em relação ao real em março. No ano, a divisa recua 4,52%

A redução da aversão ao risco levou investidores a desmontarem posições defensivas, favorecendo moedas emergentes como o real.

Bolsa em alta

O mercado de ações teve um dia de forte recuperação. Após cair 2,25% na sexta-feira (20), o índice Ibovespa, da B3, subiu também 2,25% nesta segunda, fechando aos 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38, o índice aproximou-se dos 183 mil pontos.

O avanço foi puxado por ações de bancos e empresas ligadas à economia doméstica, enquanto papéis da Petrobras tiveram alta mais moderada por causa da queda do preço do petróleo no mercado internacional.

Petróleo despenca

Os preços do petróleo registraram forte queda, com o barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, recuando 10,9% e fechando em US$ 99,94, abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o último dia 16.

A descompressão no preço ocorre após Trump afirmar haver “boa chance” de acordo entre os países, indicando uma possível redução das hostilidades no Oriente Médio. Mais tarde, o presidente estadunidense disse que um acordo nuclear estava prestes a ser assinado.

Dois petroleiros indianos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, contribuindo para reduzir as tensões nesta segunda.

Apesar das declarações de Trump, autoridades iranianas negaram a existência de negociações, o que moderou parte do otimismo ao longo do dia.

Riscos persistem

Apesar do alívio momentâneo, o cenário segue incerto. Israel mantém restrições operacionais em aeroportos e há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região

Especialistas destacam que a volatilidade deve continuar, diante de sinais contraditórios sobre o conflito e da falta de clareza quanto a um possível cessar-fogo duradouro.

*com informações da Reuters



Agência Brasil

[ads id="1"]

Últimas

PUBLICIDADE

Rolar para cima