A GCM de Jarinu prende homem com espingarda calibre 12 e fuzil após denúncia de ameaça. Suspeito alegou ser CAC. Confira os detalhes.
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JARINU – Uma operação da Guarda Civil Municipal (GCM) de Jarinu, realizada nas primeiras horas desta sexta-feira (20), resultou na detenção de um indivíduo armado. A equipe, composta pelos GCMs De Souza e Guerra, foi acionada via CECOM após denúncias de que o suspeito estaria monitorando e ameaçando uma vítima na esquina de sua residência, alegando estar em posse de arma de fogo.
O que diz a legislação sobre o porte de arma para CACs?
Embora o registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) autorize a posse e o transporte de armas para locais de treinamento ou caça autorizada, ele não concede o “porte livre” para defesa pessoal ou situações de confronto cotidiano. O transporte deve seguir normas rigorosas de guia de tráfego. No caso em tela, a presença do armamento em um contexto de suposta ameaça e monitoramento residencial descaracteriza a finalidade esportiva, fundamentando a prisão em flagrante por porte de arma de fogo e ameaça (Art. 147 do CP).
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Abordagem e apreensão de armamento pesado
Ao chegarem ao local indicado, os agentes da GCM localizaram um veículo estacionado estrategicamente perto da casa da vítima. Durante a revista, foram encontrados sete munições intactas de calibre 12 no banco traseiro e uma espingarda calibre 12 escondida no porta-malas.
Em seguida, com a autorização do abordado e acompanhamento de seu advogado, a equipe deslocou-se até a residência do suspeito, onde foi localizado e apreendido um fuzil calibre 22.
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Defesa e desfecho na Delegacia de Polícia
Durante a qualificação policial, o homem alegou que esteve em um clube de tiro em Itatiba no dia anterior e que possuía um boletim de ocorrência prévio contra o solicitante da viatura. No entanto, as inconsistências na narrativa e a localização das armas em situação de potencial conflito levaram a autoridade policial a ratificar a voz de prisão.
O armamento e as munições foram apreendidos e o indivíduo permanece à disposição da Justiça. O caso reforça o alerta das autoridades sobre a fiscalização rigorosa do trânsito de armas por portadores de certificados de registro em situações de desinteligência ou violência doméstica/familiar.
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