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BRASIL – A transição para o outono amanhã não trará o resfriamento imediato esperado por muitos brasileiros. Segundo modelos meteorológicos da Climatempo e do G1, os meses de abril, maio e junho serão marcados por um calor persistente. O fenômeno La Niña, que perdeu força em fevereiro, dá lugar ao desenvolvimento gradual do El Niño, com 85% de probabilidade, o que favorece a ocorrência de ondas de calor pontuais ao longo da estação.
O que é o equinócio de outono e como o El Niño afeta o clima?
O outono tem início com o equinócio, momento em que o Sol cruza a linha do Equador, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração. Astronomicamente, marca a transição para dias cada vez mais curtos no Hemisfério Sul. No entanto, o clima será ditado pelo El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que no Brasil tende a manter as temperaturas elevadas e alterar o regime de chuvas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
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Sudeste com calor e tempo seco
Para a Região Sudeste, o outono de 2026 será mais seco e quente do que o normal. Estados como São Paulo e Minas Gerais devem enfrentar uma redução no volume de chuvas, enquanto o Rio de Janeiro e Espírito Santo manterão médias próximas do padrão, mas com temperaturas elevadas.
- São Paulo (SP): Início de estação com tardes entre 27°C e 33°C. O frio intenso, com mínimas próximas de 10°C, é previsto apenas para a virada de maio para junho.
- Belo Horizonte (MG): Transição lenta para o período seco, com calor acima da média.
- Rio de Janeiro (RJ): Outono com “cara de verão”, onde frentes frias trazem mais umidade do que queda de temperatura.
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Quando o frio chegará de verdade?
De acordo com os meteorologistas, a primeira massa de ar polar com intensidade suficiente para derrubar os termômetros de forma duradoura deve atingir o Brasil apenas entre o final de maio e o início de junho. Até lá, o padrão dominante será de tardes abafadas e céu carregado. Nevoeiros e geadas pontuais podem ocorrer antes desse período apenas em áreas de grande altitude, como a Serra da Mantiqueira e o sul de Minas Gerais.
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