JARINU – A Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) atingiu nesta semana a marca de dois casos confirmados de mpox em 2026. O balanço atualizado reflete o avanço da doença no estado de São Paulo, que já concentra 93 das 140 notificações registradas em todo o país este ano. Enquanto Jundiaí e Várzea Paulista confirmaram ocorrências, cidades como Jarinu e Campo Limpo Paulista seguem sem registros até o momento.
Distribuição dos casos na região
O primeiro registro do ano na RMJ ocorreu em Várzea Paulista, ainda no mês de janeiro. O segundo caso foi confirmado pela Secretaria de Promoção da Saúde de Jundiaí na última segunda-feira (9), envolvendo um homem na faixa dos 30 anos que segue sob monitoramento da rede municipal.
De acordo com o levantamento publicado pelo Jornal de Jundiaí:
- Várzea Paulista: Voltou a registrar a doença após um hiato que vinha desde 2022.
- Jundiaí: Mantém um histórico de baixa incidência (3 casos em 2025 e 5 em 2024), mas reforça a vigilância.
- Cidades sem casos: Jarinu, Itupeva e Campo Limpo Paulista.
- Aguardando dados: Louveira e Cabreúva.
O que diz o especialista
O pediatra e doutor em virologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Saulo Duarte Passos, ouvido pelo veículo de imprensa, ressalta que, embora os casos no Brasil tenham se manifestado de forma leve a moderada, a detecção precoce é o único meio de evitar a transmissão sustentada.
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Como a doença se espalha?
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com uma pessoa infectada:
- Contato com a pele: Tocar em lesões, crostas ou secreções.
- Intimidade: Beijos, abraços e relações sexuais.
- Objetos compartilhados: Uso comum de roupas de cama, toalhas e vestimentas contaminadas.
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Sinais de alerta
O período de incubação do vírus varia de três a 16 dias, podendo se estender por até três semanas. O curso clínico da mpox dura, em média, de duas a quatro semanas.
Sintomas frequentes são as erupções cutâneas, ou lesões em diversas partes do corpo (incluindo boca e genitais), febre e calafrios, linfonodos inchados (ínguas) e dores musculares, dor de cabeça e fraqueza.
Tratamento e isolamento: Não há um antiviral específico amplamente disponível. O manejo foca na hidratação, controle da dor e higiene rigorosa das lesões. O isolamento deve ser mantido até que todas as crostas das feridas desapareçam e uma nova camada de pele se forme.
Orientações à população
Caso apresente qualquer lesão suspeita ou tenha tido contato próximo com alguém diagnosticado, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A RMJ conta com suporte laboratorial via Instituto Adolfo Lutz para a confirmação rápida dos casos.
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