VÁRZEA PAULISTA – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), uma operação voltada a desarticular um esquema de fabricação e distribuição de notas falsas em Várzea Paulista. Agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos do município, após investigações apontarem que o local servia como base para a remessa de dinheiro fraudulento para diversas cidades do território nacional. De acordo com a corporação, a ofensiva é um desdobramento de um monitoramento rigoroso que identificou o uso do fluxo postal para o escoamento de cédulas falsificadas, o que configura crime federal grave. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso, mas materiais foram apreendidos para perícia técnica.
A origem da investigação remonta a maio de 2025, quando a inteligência da Polícia Federal interceptou um objeto postal suspeito. Ao realizarem a abertura da encomenda, os agentes encontraram diversas cédulas de R$ 100 com indícios nítidos de falsificação. O rastreamento da origem desse pacote levou os investigadores diretamente a um endereço em Várzea Paulista. A partir desse evento isolado, a PF aprofundou as diligências e conseguiu identificar que o mesmo remetente já havia postado, pelo menos, outros 23 objetos semelhantes. Esse volume de envios sugere uma operação estruturada de venda de moeda falsa em escala nacional, operada de forma discreta para evitar a fiscalização rotineira das autoridades fazendárias.
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Investigação começou em 2025
O modus operandi dos suspeitos consistia em fabricar as notas e comercializá-las em plataformas digitais, utilizando o serviço de entrega para fazer o produto chegar aos compradores em estados distantes. Conforme informações da Polícia Federal, a prática de enviar notas falsas em Várzea Paulista para outras localidades via correios tem se tornado uma modalidade comum, o que exige uma cooperação estreita entre a segurança pública e os serviços postais. Os mandados cumpridos hoje visam não apenas capturar os responsáveis, mas também localizar as matrizes de impressão e identificar os insumos utilizados, como papéis especiais e tintas que tentam mimetizar os elementos de segurança das notas originais de Real.
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Embora as buscas de hoje tenham focado na base de produção e distribuição, a Polícia Federal ressalta que a investigação continua para mapear a rede de compradores dessas cédulas. Quem adquire moeda falsa também está sujeito às penas previstas no Código Penal Brasileiro. Segundo a corporação, a análise dos 24 objetos já apreendidos desde o início do caso revela um padrão de falsificação que pode causar prejuízos significativos ao comércio local e à economia popular. As autoridades agora buscam cruzar dados digitais e depoimentos de possíveis testemunhas para formalizar os pedidos de prisão dos envolvidos na fabricação das notas falsas em Várzea Paulista.
Importante Saber
- Qual a pena para quem fabrica ou distribui notas falsas? De acordo com o Artigo 289 do Código Penal Brasileiro, a falsificação de moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro pode resultar em penas de reclusão de 3 a 12 anos, além de multa.
- Como a Polícia Federal identificou o esquema em Várzea Paulista? A investigação começou em maio de 2025 após a apreensão de um pacote enviado via correios contendo notas de R$ 100 falsas. O rastreamento indicou que outros 23 pacotes saíram do mesmo endereço no município.
- Houve prisões durante a operação realizada nesta quinta-feira? Não. Até o momento, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para coletar provas e identificar os suspeitos, mas nenhuma prisão em flagrante ou preventiva foi efetuada durante a ação em Várzea Paulista.






