JARINU – Uma operação da Polícia Civil de Jarinu resultou, na segunda-feira (19), na descoberta e interdição de uma estufa de maconha e na prisão em flagrante de um homem por tráfico de drogas. A ação, que cumpriu um mandado de busca e apreensão, ocorreu no bairro Nova Trieste após intensas investigações conduzidas pela delegacia local, que localizou e apreendeu pés da planta, sementes e equipamentos de cultivo.
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A operação policial teve início com base em investigações realizadas pela Polícia Civil de Jarinu, que apuravam denúncias e indícios de tráfico de drogas em uma propriedade na região. Com as provas necessárias em mãos, os agentes judiciários obtiveram autorização judicial para cumprir um mandado de busca e apreensão no endereço suspeito.
No local, a equipe de policiais civis encontrou uma estrutura especializada para o cultivo ilegal. Uma estufa havia sido montada com o propósito exclusivo de plantar maconha. No interior do espaço, os agentes localizaram diversos pés da planta em diferentes estágios de crescimento, além de uma quantidade significativa de sementes prontas para novos cultivos.
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Material apreendido
Além das plantas e sementes, a operação policial resultou na apreensão de todos os equipamentos utilizados para o plantio e manutenção da estufa. Segundo relato da própria Polícia Civil, foram confiscados itens como lâmpadas especiais para estimular o crescimento, sistemas de irrigação, ventiladores, medidores de pH, fertilizantes e outros insumos que demonstram a sofisticação e a intenção de produção em escala do cultivo.
Todo o material foi recolhido, catalogado e encaminhado para perícia oficial. O laudo pericial, conforme informou a corporação, confirmou que as plantas apreendidas eram, de fato, maconha (Cannabis sativa), uma substância entorpecente cujo plantio e comercialização são crimes previstos na Lei de Drogas. A perícia também auxiliará a quantificar o volume exato da droga, informação crucial para o processo criminal.
Diante das evidências encontradas durante a operação policial, o homem identificado como responsável pela propriedade foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Após os procedimentos de praxe e a análise das provas pelo delegado plantonista, o suspeito teve sua prisão em flagrante decretada pelo crime de tráfico de drogas. Ele permanece custodiado à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
Importante Saber
- Qual a diferença entre tráfico de drogas e porte para consumo próprio?
A Lei de Drogas faz distinção com base na quantidade, nas circunstâncias da apreensão e nos elementos de convicção do juiz. O cultivo em estufa, com vários pés, sementes e equipamentos profissionais, é um forte indício de finalidade de comércio (tráfico), configurando crime mais grave. Já a posse de uma pequena quantidade para uso imediato pode ser enquadrada como porte para consumo próprio, uma contravenção penal com penas alternativas à prisão. - O que significa “prisão em flagrante” em uma operação como essa?
A prisão em flagrante ocorre quando o indivíduo é surpreendido cometendo a infração ou quando há indícios suficientes de que acaba de cometê-la. Na operação policial em Jarinu, o homem foi encontrado em uma propriedade com uma estufa de maconha em pleno funcionamento, configurando uma situação típica de flagrância. Após a prisão, ele deve ser apresentado a um juiz em até 24 horas para uma audiência de custódia. - Qual o papel da perícia em uma apreensão de drogas?
O laudo pericial é a prova técnica que confirma a natureza química da substância apreendida, atestando se realmente se trata de uma droga ilícita. Além disso, a perícia quantifica o peso líquido da droga, um fator decisivo para a caracterização do crime (tráfico vs. porte). O laudo é um documento essencial e com grande peso probatório no Inquérito Policial e no eventual processo criminal.






