Fuga em contramão termina com condutor preso e moto furtada recuperada em Jarinu

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Foto: Divulgação/GCMJ

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JARINU – Uma fuga desesperada e perigosa, com o condutor trafegando na contramão de uma rodovia movimentada, terminou com um acidente e a apreensão de uma motocicleta furtada na tarde desta sexta-feira (02), na região central da cidade. A ação foi desencadeada por uma simples abordagem de rotina da Guarda Civil Municipal (GCM), que notou irregularidades no veículo. O condutor, que ignorou a ordem de parada e quase provocou colisões graves, confessou aos agentes que fugiu porque sabia que a moto era roubada. Ele foi socorrido e, após atendimento médico, encaminhado à Delegacia de Polícia de Campo Limpo Paulista, onde ficou à disposição da Justiça.

Tudo começou durante um patrulhamento de rotina realizado pelos GCMs Calixto e Cardoso, com apoio da operadora de rádio da Cecom, Kátia. Na Rua Juvenal Lopes de Camargo, altura do número 22, a equipe avistou uma moto Honda CG 160 de cor vermelha, placa EZF9D83, que chamou a atenção por duas infrações visíveis: a ausência dos retrovisores e um cano de escapamento aberto, que produzia um ruído excessivamente alto, caracterizando poluição sonora.

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Diante das irregularidades, os agentes emparelharam com a motocicleta e emitiram a ordem sonora para que o condutor parasse. Em vez de obedecer, o homem acelerou bruscamente e iniciou uma fuga. A tentativa de escapar rapidamente escalou para uma situação de extremo risco público. O condutor seguiu em direção à movimentada Rodovia Edgard Máximo Zambotto.

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Manobra arriscada e queda

Ao acessar a via, em uma manobra perigosa, o condutor fez uma conversão proibida e passou a trafegar na contramão. Segundo o relato da GCM, durante esse trajeto, ele quase colidiu com diversos carros que trafegavam na direção correta, colocando inúmeras vidas em perigo.

A fuga desenfreada continuou até a altura da Rua Angelo Bernucci. Ao tentar entrar nessa rua, possivelmente pela velocidade e nervoso, o condutor perdeu o equilíbrio e caiu com a motocicleta. O acidente foi grave o suficiente para que, imediatamente, os guardas municipais solicitassem o apoio do resgate médico.

O socorro chegou rapidamente ao local e prestou os primeiros atendimentos ao homem. Felizmente, as lesões não foram fatais. Enquanto o condutor era cuidado, os agentes procederam à vistoria da motocicleta envolvida na queda.

A descoberta do furto e a confissão

Apesar de ostentar uma placa aparentemente regular, uma inspeção mais detalhada na moto revelou indícios de crime. Os agentes constataram que tanto o número do chassi quanto o do motor estavam suprimidos – ou seja, tinham sido raspados ou adulterados para dificultar a identificação do veículo, uma prática comum em casos de roubo ou furto.

No entanto, os guardas tiveram um golpe de sorte. Em uma parte da motocicleta, encontraram uma etiqueta com o número original do chassi que não havia sido removida. Esse número permitiu uma consulta rápida aos sistemas de segurança. A verificação confirmou a suspeita: a Honda CG 160 havia sido furtada na cidade de Louveira no dia 9 de dezembro de 2025.

Confrontado com a prova irrefutável, o condutor não tentou negar. Durante o interrogatório no local, ele confessou aos agentes da GCM que empreendeu a fuga porque sabia que a motocicleta era produto de furto. A tentativa de escapar da abordagem por causa das infrações de trânsito transformou-se, assim, em uma flagrante de receptação (posse de produto de crime).

Após receber os cuidados médicos necessários, o condutor foi levado até a Delegacia de Polícia Civil de Campo Limpo Paulista. Lá, a ocorrência foi apresentada e o indivíduo colocado à disposição das autoridades judiciárias. Ele responderá não apenas pelas infrações de trânsito (fuga, desobediência, direção perigosa na contramão), mas principalmente pelo crime de receptação de veículo furtado.

A motocicleta foi apreendida e deverá seguir os trâmites legais para, posteriormente, ser restituída à sua legítima proprietária. A ação eficaz da GCM, que partiu de uma observação de trânsito e resultou na recuperação de um veículo roubado, evitou que a moto continuasse circulando de forma ilegal e potencialmente envolvida em outros crimes.

Importante Saber

  • Por que suprimir o chassi e o número do motor é um crime?
    Suprimir (raspar, lixar ou adulterar) o chassi (VIN) ou o número do motor de um veículo é crime previsto no Código Penal (artigo 311). Essa prática, conhecida como “clonagem” ou “esquentamento”, tem o objetivo de dificultar ou impossibilitar a identificação do carro ou moto, geralmente para que um veículo roubado possa ser documentado e vendido como se fosse legal. É um forte indício de que o veículo tem origem ilícita.
  • O que fazer se meu veículo for furtado?
    Imediatamente após constatar o furto, você deve: 1) Registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na delegacia de polícia mais próxima ou online, fornecendo todos os dados do veículo (placa, modelo, cor, chassi); 2) Comunicar o sinistro à sua seguradora, se o veículo for segurado; 3) Notificar o Departamento de Trânsito (Detran) do seu estado sobre o furto, para que o veículo seja bloqueado em todo o território nacional e não possa ser licenciado.
  • Quais os riscos de comprar um veículo com documentação irregular ou preço muito abaixo do mercado?
    Os riscos são enormes. Você pode estar adquirindo um veículo roubado ou clonado, o que pode levar à: perda do veículo (que será apreendido e devolvido ao verdadeiro dono), prejuízo financeiro total (pois não há como reaver o dinheiro pago), responsabilização criminal por receptação (mesmo que alegue não saber) e dificuldades jurídicas para se defender. Sempre desconfie de ofertas “boas demais para ser verdade” e exija a procedência legal completa.

A ocorrência em Várzea Paulista reforça a importância do policiamento de proximidade e da atenção a detalhes. Uma moto sem retrovisores e com escapamento barulhento foi a ponta do iceberg que levou à solução de um furto e à prisão de um infrator, prevenindo possíveis acidentes mais graves durante a fuga alucinada.

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