A investigação da Polícia Civil apura fraudes e direcionamento em um contrato milionário de terceirização de UPAs. Instituição de Itatiba afirma que não é alvo da operação e colabora com as autoridades.
ITATIBA / PALMAS (TO) – A secretária municipal de Saúde de Palmas (capital do Tocantins), Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil. A ação, batizada de Operação Falsa Emergência, investiga supostas irregularidades e o direcionamento de um contrato milionário para a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital tocantinense, cuja gestão foi repassada para a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.
De acordo com o Ministério Público do Tocantins (MP/TO), as investigações apontam que o processo de contratação da instituição paulista correu de forma secreta e direcionada.
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Contrato milionário e suspeito
Segundo os promotores do Ministério Público, os trâmites para contratar a Santa Casa de Itatiba foram mantidos em sigilo até mesmo dentro da própria Secretaria de Saúde de Palmas. Depoimentos indicam que servidores da pasta eram pressionados a assinar pareceres favoráveis sem ter acesso aos documentos ou ao plano de trabalho.
As negociações eram feitas em reuniões a portas fechadas entre a secretária, um superintendente e uma empresária que se apresentava como representante da Santa Casa paulista. A Promotoria detalhou que o contrato foi assinado antes mesmo da publicação oficial que justificava a dispensa de chamamento público, configurando uma escolha “feita em segredo” para evitar a fiscalização e a concorrência de outras empresas.
Além da prisão da secretária de Saúde, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros servidores e investiga se um carro de luxo foi entregue como pagamento de propina no esquema. A Prefeitura de Palmas declarou em nota que aguarda o resultado das investigações.
O que diz a Santa Casa de Itatiba?
A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba divulgou uma nota oficial para esclarecer a sua situação diante do caso. A instituição informou que não está sendo investigada na Operação Falsa Emergência e ressaltou que permanece à total disposição das autoridades para colaborar com qualquer esclarecimento que for necessário.
A entidade iniciou a gestão compartilhada das UPAs Norte e Sul de Palmas no dia 12 de abril deste ano, recebendo um repasse inicial de R$ 11 milhões para o começo das atividades.
A Santa Casa apresentou também um balanço dos serviços prestados no Tocantins: nos primeiros 50 dias de atuação, as duas UPAs registraram 122.101 atendimentos assistenciais. O grupo destacou que houve ampliação de consultórios, reforço nas equipes de médicos e enfermeiros, além de melhorias na estrutura tecnológica. A instituição de Itatiba reforçou o compromisso em manter a continuidade dos atendimentos, a segurança dos pacientes e a qualidade do serviço prestado à população local.
E você, morador? O que acha de ver instituições da nossa região gerenciando serviços de saúde em outros estados do país? Acredita que a fiscalização sobre esses contratos milionários deveria ser mais rígida?
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Leia a atualização desta reportagem aqui: Investigação na Saúde de Palmas tem dois presos e suposta representante da Santa Casa de Itatiba foragida
