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Jarinu
24 de maio de 2022

Moribundo, acordo UE-Mercosul volta a chamar atenção

Quase totalmente descartado há duas semanas, principalmente pelo desmatamento da Amazônia, o acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul volta a chamar atenção, principalmente pelo medo de desabastecimento nos setores de energia, matérias-primas e gêneros alimentícios na Europa.

Segundo a TV pública alemã, a Deutsche Welle, o ministério alemão do Exterior confirmou que “a Alemanha aprovou a conclusão de um ambicioso acordo UE-Mercosul, por razões geoestratégicas, econômicas e de política externa e sustentabilidade”.

Para isso o governo alemão pede, dos países parceiros, “comprometimentos implementáveis e verificáveis, legalmente vinculativos, quanto à proteção ambiental, social e dos direitos humanos; e se tiverem sido fechados arranjos adicionais, aplicáveis na prática, para proteção e preservação de áreas florestais existentes”, referindo-se aos governos do Brasil. Argentina, Paraguai e Uruguai.

Mudanças política

Mudanças políticas estão sendo decisivas para a viabilização do acordo. Na Alemanha, a mudança política nomeou, como encarregada especial para política, e ex-chefe da Greenpeace Internacional, Jennifer Morgan, que terá que combinar as ambiciosas metas climáticas do novo governo com os interesses da economia nacional no comércio externo.

Já na França as eleições presidenciais de abril serão decisivas para o futuro direcionamento político do país. Assim como serão decisivas as eleições brasileiras já que, segundo analista para América Latina e consultor econômico Carl Moses, que afirma que enquanto o país for representado por Jair Bolsonaro, “será difícil uma assinatura do acordo”.

Defensor do acordo, Moses ressalta que “a UE teria custos de importação significativamente menores e ganharia vantagem nas exportações, perante a China”.

Enquanto isso, “os países do Mercosul lucrariam se, na longa fase de transição até a liberalização integral do comércio, implementarem as reformas necessárias a tornar-se aptos à concorrência na indústria e prestação de serviços”.

O outro lado

Para o Greenpeace “caso o acordo seja ratificado na presente forma, a mensagem é clara: lucro acima de tudo”, como criticavam em uma declaração, no fim de 2021, acrescentando que ele “é devastador para o clima e os seres humanos”.

Os apoiadores rebatem que tais ramificações poderão ser evitadas através de prescrições ambientais regulamentadas. Segundo a BDI, o Mercosul é o principal parceiro comercial da UE na América Latina, para cujos países as empresas europeias exportaram, em 2021, 45 bilhões de euros e dos quais o bloco europeu importou 42,6 bilhões de euros.

Editado por em Foco – para acessar original da DW clique aqui

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