Jovem de 23 anos é brutalmente assassinada em Jarinu na frente da filha de 1 ano

Maria Helena de Almeida Matozo tinha 23 anos e uma filha de um ano - Foto: Reprodução/Redes Sociais

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✏️ Resumo rápido:

O crime aconteceu na noite de sexta-feira (12), Dia dos Namorados, no bairro do Maracanã. Amigos de Maria Helena contestam a versão do autor e afirmam que ela havia se mudado para a cidade para fugir dele e recomeçar a vida.

JARINU – Uma terrível tragédia chocou os moradores do bairro do Maracanã, em Jarinu, na noite desta sexta-feira, 12 de junho, data em que se celebrava o Dia dos Namorados. Uma jovem de 23 anos, identificada como Maria Helena de Almeida Matozo, foi brutalmente assassinada a facadas pelo companheiro, João Gabriel Rodrigues Guerra, de 22 anos. O crime ocorreu dentro da residência da vítima e foi presenciado pela filha do casal, uma bebê de apenas um ano de idade.

A ocorrência mobilizou as forças de segurança e o Conselho Tutelar. O caso, classificado pelas autoridades como “pesado”, traz divergências marcantes entre a versão oficial do assassino e os relatos de amigos da vítima.

Confira todos os detalhes apurados sobre o crime e o andamento das investigações:

A versão do autor e a ligação para a polícia

De acordo com o registro policial, a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegarem ao endereço, os policiais foram recebidos pelo próprio autor. João Gabriel relatou que o casal havia se mudado da Bahia para Jarinu no dia 9 de junho.

Segundo a versão dele, durante a tarde de sexta-feira, ele teria visto mensagens de WhatsApp e fotografias que Maria Helena havia enviado para um ex-namorado. Tomado por ciúmes, ele foi tirar satisfações, o que gerou uma discussão. O agressor alegou que a jovem tentou empurrá-lo e que, nesse momento, ele pegou uma faca e desferiu diversos golpes contra o pescoço e o peito da companheira.

Após a vítima cair ao solo e ele notar que ela estava sem vida, o próprio ligou para o 190 da Polícia Militar e permaneceu na residência ao lado da filha de 1 ano. Ele indicou aos policiais onde a arma do crime estava escondida e recebeu voz de prisão em flagrante. Equipes de resgate médico foram acionadas, mas a morte da jovem foi constatada ainda no local.

Amigos contestam versão e revelam que vítima tentava fugir do agressor

A versão de que o casal vivia harmoniosamente e havia se mudado junto para o interior paulista foi duramente contestada por amigos de Maria Helena que compareceram à polícia.

De acordo com as testemunhas, a jovem veio para Jarinu sozinha com a filha, justamente para se afastar de João Gabriel e fugir do relacionamento abusivo. Inicialmente, ela se hospedou na casa de uma amiga e, logo em seguida, conseguiu alugar uma casa própria no bairro do Maracanã para buscar emprego e recomeçar a vida. Maria Helena, inclusive, já havia acertado sua contratação para trabalhar em um supermercado local.

Os amigos relatam que o assassino não aceitou o fim do relacionamento, viajou atrás da jovem sem o consentimento dela e invadiu a residência na noite de sexta-feira, dando início à discussão que terminou no crime.

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Bebê vai para abrigo e corpo aguarda liberação no IML

O delegado de Jarinu, Rafael Diorio Costa, assumiu o caso e destacou a gravidade e a complexidade da ocorrência. O inquérito policial foi aberto por feminicídio consumado e a Polícia Civil vai intimar todas as testemunhas e amigos para confrontar e derrubar a versão dada pelo autor. João Gabriel foi autuado em flagrante e encaminhado para a Cadeia Pública de Campo Limpo Paulista, onde aguarda a audiência de custódia.

O desfecho da tragédia deixou marcas profundas na rede de amparo familiar:

  • A criança: Logo após a prisão do pai, a bebê de 1 ano ficou temporariamente sob os cuidados de uma vizinha. O Conselho Tutelar de Jarinu foi acionado e recolheu a criança para um abrigo municipal temporário, onde ela recebe cuidados psicológicos e assistenciais até que familiares compareçam para comprovar condições de assumir a guarda.
  • O corpo: O corpo de Maria Helena permanece desde o sábado (13) no Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí. As autoridades aguardam a chegada e o comparecimento de familiares de primeiro grau para fazer o reconhecimento oficial e a liberação junto à delegacia para o sepultamento.

⚠️ Canais de Ajuda e Denúncia: Se você é mulher e está sofrendo ameaças, ciúmes excessivos, controle ou qualquer tipo de violência doméstica por parte do seu parceiro, não se cale e não espere o pior. Denuncie e procure ajuda! Ligue para a Polícia Militar (190), Guarda Municipal de Jarinu (153) ou utilize o Disque Denúncia Nacional para a Mulher (180). A sua identidade será mantida em sigilo absoluto.

Morador de Jarinu e região: Diante de um caso tão devastador, qual a importância de a sociedade e as autoridades monitorarem de perto os sinais de relacionamentos abusivos antes que eles virem tragédia?

Deixe seu comentário aqui embaixo e compartilhe esta notícia no WhatsApp para que o nome e a história de luta de Maria Helena não fiquem impunes e sirvam de alerta em nossa comunidade.

Leia também: Mulher sobrevive a brutal tentativa de feminicídio em Itatiba; agressor foi preso em flagrante

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